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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Cientistas produzem antimatéria em laboratório
Cientistas conseguem, pela primeira vez, observar e medir núcleos de anti-hélio 4, a mais pesada antimatéria já detectada em laboratório
O detector Star, usado no estudo da antimatéria, é parte do acelerador de partículas Relativistic Heavy Ion Collider, localizado no estado americano de Nova York
São Paulo — Em 1911, o cientista neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) utilizou núcleos de átomos de hélio-4 – as chamadas partículas alfa – para demonstrar que os átomos têm sua carga positiva concentrada num pequeno núcleo. A descoberta foi o pontapé inicial da física nuclear.
Exatos 100 anos depois da criação do modelo atômico de Rutherford, um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, descreve pela primeira vez a observação e medição de antipartículas de núcleos de hélio-4. Trata-se da antimatéria mais pesada já produzida e medida em um laboratório.
De acordo com os autores, a detecção tem consequências importantes para a futura observação de antimatéria no Universo. Segundo eles, o estudo sobre as antipartículas é fundamental para o avanço do conhecimento em aspectos fundamentais da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.
O experimento, realizado pela Colaboração Star – que reúne 584 cientistas de 54 instituições em 12 países diferentes –, foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês), localizado nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados neste domingo (24/4) na seção Letters da revista Nature.
Os coautores brasileiros são Alexandre Suaide, Alejandro Szanto Toledo e Marcelo Munhoz, todos professores do Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP); Jun Takahashi, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.
De acordo com os autores, a detecção tem consequências importantes para a futura observação de antimatéria no Universo. Segundo eles, o estudo sobre as antipartículas é fundamental para o avanço do conhecimento em aspectos fundamentais da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.
O experimento, realizado pela Colaboração Star – que reúne 584 cientistas de 54 instituições em 12 países diferentes –, foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês), localizado nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados neste domingo (24/4) na seção Letters da revista Nature.
Os coautores brasileiros são Alexandre Suaide, Alejandro Szanto Toledo e Marcelo Munhoz, todos professores do Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP); Jun Takahashi, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.
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