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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cientistas descobrem no Peru cérebro fóssil de 20 milhões de anos

As medidas do exemplar indicam que se tratava de um mamífero do tamanho de uma vaca
 
Cientistas peruanos divulgaram nesta quarta-feira (25) a incomum descoberta de um cérebro completo fossilizado pertencente a um grande mamífero, que habitou o norte do Peru há 20 milhões de anos.
Para o pesquisador peruano Klaus Hönninger, responsável pela descoberta, esse é um achado importante e pouco habitual, que permite somar mais um dado à reconstrução da fauna paleolítica desta parte da América.
- É a primeira vez que vejo uma coisa assim, tão bem conservada e inteira.
A descoberta do fóssil foi feita no último dia 12 de maio na bacia do rio Santiago, região peruana do Amazonas, quando Hönninger realizava seus habituais trabalhos nos sedimentos do rio.
Segundo narrou o próprio pesquisador, o cérebro foi achado completo e separado de outros restos fossilizados, o que sugere que pode ter pertencido a um animal que sofreu "algum tipo de trauma que fez o cérebro sair do crânio e depois ser coberto com os sedimentos".
- Esses sedimentos têm um alto índice de carbonato, o que parece ter preservado os restos, já que normalmente os tecidos leves não se fossilizam.
O tamanho do cérebro (12 cm de largura por 11 cm de comprimento e 9 cm de altura) indica que se tratava de um animal do tamanho de uma vaca, o que confirmaria a presença de grandes mamíferos na área, segundo Hönninger.
No entanto, os cientistas alemães, para quem o pesquisador peruano enviou os dados e fotografias da descoberta para verificar sua origem, ainda não puderam confirmar a que tipo de mamífero corresponde o fóssil.
Segundo Hönninger, alguns aspectos do cérebro fossilizado levam a pensar que pertencia a um primata, mas outros indicam que pode ser de um quadrúpede, devido às grandes semelhanças que os cérebros dos mamíferos apresentam.

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