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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Robôs australianos conversam em língua própria


Eles ainda não estão discutindo as mais recentes fofocas sobre celebridades ou repassando dicas sobre investimentos, mas robôs australianos começaram a falar uns com os outros, e em uma linguagem que eles mesmos desenvolveram.
Os dois Lingodroids criados pela Universidade de Queensland desenvolveram sua linguagem compartilhada ao participarem de jogos de localização. Isso fez com que eles construíssem um vocabulário compartilhado para designar lugares, distâncias e direções.
Ruth Schulz, diretora do projeto, diz que, no estado atual, eles só conversam sobre conceitos espaciais, como questões de localização.
– Mas o mais importante é que eles estão formando sozinhos esses conceitos, estão começando realmente a compreender o que as palavras significam, e todo o trabalho foi realizado pelos robôs mesmos.
Ruth descreve os robôs como "basicamente laptops sobre rodas", mas ambos contam com sonares, câmeras, um medidor laser de distâncias, microfones e alto-falantes, o que permite que eles conversem enquanto se movem e mapeiam o em uma série de jogos de localização.
Os robôs circulam, com um ruído discreto de rodas, por um ambiente de escritório com características de labirinto, contornando obstáculos como mesas e cadeiras e apitando quando estão a uma distância que permita que eles se comuniquem.

Na comunicação por meio de apitos, os robôs utilizam uma tabela interna que associa suas experiências, o local em que acreditam estar posicionados no mapa geral do escritório e os nomes de lugares que eles já conhecem.
Quando um robô localiza uma área sem nome, gera uma palavra que a designe, aleatoriamente. Quando os robôs conversam, trocam informações sobre as áreas que descobriram, e lentamente constroem um vocabulário comum.

Até agora, a linguagem dos robôs inclui palavras como "pize", "jaya" e "kuzo". A pesquisa avançou a ponto de permitir que um robô oriente o outro sobre como chegar a um ponto do escritório só usando esse “idioma”.
Ruth espera que o projeto avance mais, e a próxima fase deve incluir interação de robôs com objetos que eles pegam. – A visão para o longo prazo é robôs que possam ser usados em ambiente doméstico, algo que permita interação entre pessoas reais e robôs reais de forma natural.

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