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sábado, 13 de agosto de 2011

Intel investe US$ 300 milhões para criar concorrentes do iPad





A Intel anunciou que investirá US$ 300 milhões em empresas que desenvolvem novas tecnologias para Ultrabooks, uma classe de notebooks mais finos e leves, como forma de oferecer uma alternativa aos tablets.

O Intel Capital Ultrabook Fund vai investir em companhias que produzem hardware e softwares, assim como sensores e telas touch, baterias de maior duração, designs mais finos e com capacidade de armazenamento otimizada. A empresa vai investir o dinheiro durante entre três ou quatro anos.

A fabricante lançou a ideia do Ultrabook na Computex, em junho, afirmando que o aparelho seria um novo tipo de computador portátil com capacidades “parecidas com as de um tablet”, como touch screen, baterias que duram o dia todo e inicialização instantânea. A primeira onda deve chegar no fim desde ano, com designs mais avançados nos próximos anos.

O impulso da Intel nos ultrabooks chega em uma época em que a fabricante de processadores está tentando rejuvenescer o interesse no mercado de PCs, cujas vendas ficaram mais lentas, devido à popularidade dos tablets. Mas, além de enfrentar os novos dispositivos portatéis como o iPad e o Galaxy Tab, produtos mais leves e finos devem tornar os notebooks mais atraentes.

“É um bom contra-ataque para praticamente tudo. Eles vêem isso como forma de abrir um mercado”, disse Dean McCarron, principal analista da Mercury Research.

Notebooks e tablets tem características diferentes e os Ultrabooks são uma tentativa de fundi-los harmoniosamente, afirmou Greg Welch, diretor do segmento de plataformas de mobile de clientes da Intel.

Nos Ultrabooks, os usuários poderão, sem pensar, alternar entre dar comando touch screen ou pelo cursor, segundo o diretor.

Os dispositivos também são uma forma de gerar usuários para os processadores de alta capacidade da Intel, diminuindo a produção dos chips Atom e Celeron, afirmou McCarron. As vendas do Atom cairam no segundo trimestre da Intel, devido à baixa no mercado de netbooks, que foi prejudicado pela demanda por tablets e notebooks de baixo custo com telas maiores.

A Intel disse que no futuro os Ultrabooks serão parecidos com o MacBook Air, da Apple, com modelos com menos de 21 milímetros de largura e preços competitivos. A empresa mostrou o notebook ultra-fino da Asus, o UX21, como exemplo.

A fabricante espera Ultrabooks a US$ 800 ou menos, segundo McCarron.

Os primeiros modelos vão chegar no final deste ano com chips baseados no microprocessador Sandy Bridge. A segunda leva de será lançada no começo de 2012 com chips Ivy Bridge, mais rápidos e mais eficientes.

Os produtos ainda não terão tecnologia touch screen neste ano, mas terão inicialização rápida e estarão sempre conectados, para receber continuamente emails e notificações, afirmou Kevin Sellers, vice-presidente de relações com investidor da Intel, durante uma apresentação no começo da semana.

Em 2012, as telas sensíveis ao toque dos Ultrabooks serão rotativas ou destacáveis. Eles podem ser usados no modo PC e serem convertidos para o formato de tablets para assistir filmes, por exemplo, como os dispositivos de hoje.

“Começando no próximo ano com a linha de produtos Ivy Bridge e com o Windows 8 vocês começarão a ver produtos na forma de notebooks, com capacidade de tablets”, declarou Sellers. “Essa é importância de combinar essa tecnologia com algo como o Windows 8, que vai dar a você a possibilidade de fazer as duas coisas.”




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