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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Operadoras móveis virtuais deverão ter 15 milhões de clientes até 2015






Será debatido no Congresso Futurecom o conceito de operadoras virtuais e como será a sua movimentação no País, após o decreto promulgado ano passado pela Anatel. Ele autoriza a criação de operadoras virtuais (MVNO, na sigla em inglês) no País e permite às empresas que não possuem licenças (não detenham frequência de rede) exercer esse tipo de atividade, atuando com serviços associados à telefonia celular. Este incentivo do governo expandirá o mercado de telefonia móvel, tornando-o flexível e ainda mais competitivo.

“Em certos mercados maduros, dependendo da regulamentação, o modelo de operadoras virtuais mostrou-se bastante vantajoso para os envolvidos: operadoras, MVNOs e consumidores. Por meio desse modelo, as MVNOs de diversas indústrias, tais como varejo e financeiro, são capazes de atender melhor às necessidades específicas de nichos. Certamente há espaço no Brasil e América Latina para o desenvolvimento desse mercado”, afirma o executivo do segmento de Telecom da CPM Braxis Capgemini, Hamilton Port, que participará do encontro.

O executivo acrescenta que, ao adotar esse tipo de iniciativa, as empresas conseguem desenvolver uma comunicação direta, atentando ao interesse de cada segmento de cliente, com base no seu perfil, suas preferências de consumo, características de compra e serviços. “Com essa ferramenta, é possível aumentar o nível de fidelização de sua base de clientes, além de oferecer outros serviços de valor agregado”.

Atualmente, o modelo de operadora móvel com rede virtual já é utilizado em mais de 40 países, sendo que a Europa concentra grande parte delas. Estimativas do Grupo Capgemini apontam que o mercado brasileiro atingirá o valor de R$ 3,8 bilhões até 2015, 6,5% do total de telecom. De acordo com as previsões, este segmento deve suportar 14,7 milhões de usuários, cuja receita média por cliente (ARPU) será de R$ 67.

MVNO é uma operadora virtual (gerenciada por empresas que atuam em outros segmentos de negócios) que deseja se comunicar e interagir de forma mais próxima com seu público-alvo. Para que isso ocorra, principalmente do ponto de vista técnico, a corporação precisa atuar em conjunto com as operadoras ou com as MVNEs, que são as integradoras de soluções de TI e Telecom.

De acordo com a Capgemini, enquanto a operadora convencional oferece toda a parte de infraestrutura (frequência e malha de redes pelo quais os dados e informações vão trafegar e serão gerenciados), a operadora virtual disponibiliza a plataforma completa de sistemas e soluções de TI, atendendo aos usuários finais.

Para as MVNOs, segundo a Capgemini, restam os acordos para a utilização do backbone e as campanhas de fidelização do cliente, tanto por meios de comunicação quanto por ações de marketing que oferecem ao consumidor uma experiência única e identificação pessoal com a marca.

Esse modelo de prestação de serviços - cruzamento de indústrias – possibilita a criação uma rede colaborativa de ações, na qual as companhias de telefonia conseguem alugar parte do seu espectro não utilizado; as integradoras provêm novos serviços de suporte a campanhas e comunicação; e as corporações conseguem atingir de forma mais profunda o seu público-alvo.

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