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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Macacos com braços implantados conseguem sentir o tato de novo

Pela primeira vez, um time de pesquisadores liderados pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis conseguiu fazer com que macacos movessem um braço implantado apenas com o cérebro e, ao tocar algum objeto, sentissem o tato mesmo com o órgão falso. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (5), tem por objetivo criar um “exoesqueleto” que, apesar de não ser natural, possa dar a oportunidade a pessoas paralíticas de voltar a fazer movimentos e sentir.
O teste consistiu em implantar novas partes do corpo em macacos que, por meio de um aparelho neurológico, podiam ser movidas. Pela análise dos dados coletados dos cérebros dos animais, os cientistas conseguiram comprovar que, mesmo usando um membro “falso”, eles conseguiam sentir as superfícies que tocavam.
A pesquisa é importante porque abre novos precedentes nas pesquisas com paralíticos. A implantação de partes do corpo sem o tato já pode ser feita hoje, mas justamente por não conseguirem sentir aquele órgão, as pessoas que passaram por implantes acabam não conseguindo se mover e executar ações simples direito. Por exemplo, ao tentar segurar um objeto, sem saber a força que estão aplicando, muitas vezes elas acabam por quebrá-lo ou deixá-lo cair.
“Queremos ter uma versão final para demonstração disso antes da Copa do Mundo de 2014. Quando o time brasileiro entrar em campo, queremos que seja acompanhado por dois adolescentes tetraplégicos que, além de entrar com eles, darão o primeiro chute na bola usando a tecnologia”, afirmou, ao jornal inglês The Guardian, Nicolelis.
As pesquisas, até o momento, só foram realizados em animais como os macacos dos laboratórios, e ainda não se sabe quando começarão a ser feitas com seres humanos. O teste nos primatas consistia em oferecer-lhes uma recompensa caso conseguissem realizar uma ação pedida pelos cientistas - escolher entre diferentes círculos enquanto tinhamsua atividade cerebral monitorada.
Outra curiosidade encontrada pelo time do brasileiro é que quanto mais tempo os macacos passavam com o membro implantado, mais eles adquiriam a percepção de que aquilo era uma parte do corpo deles de verdade. “Eles foram ficando cada vez melhores com o tempo. Através de acompanhamentos do tempo que eles ficavam em cada círculo do experimento, podíamos ver que eles estavam muito focados em encontrar as texturas corretas”, disse Nicolelis.
Segundo Nicolelis, o próximo passo da pesquisa é realizar os testes em humanos.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Chip quad-core da Nvidia tem núcleo extra "escondido"

A Nvidia revelou as especificações técnicas de seu futuro processador quad-core, conhecido como “Kal-El”.
O primeiro chip móvel quad-core do mundo na verdade possui um quinto núcleo escondido, o qual a companhia se referiu como “companion core” (ou núcleo companheiro, em tradução livre) para gerenciar tarefas com menos demanda de memória, como navegação Web. Ao incluir esse núcleo extra, a empresa afirmou que os usuários podem esperar uma economia de energia muito maior em tablets e smartphones.
O segredo do Projeto Kal-El, esse quinto núcleo patenteado, de acordo com um post feito pela Nvidia em seu blog, é o fato de o chip rodar em uma frequência mais baixa, “com pouquíssima bateria”. O core extra fica em segundo plano, funcionando em um modo oculto, de forma que os sistemas operacionais e apps não precisam ser redesenhados para usufruir do recurso. Ele irá surgir apenas quando for apropriado.
Esse quinto núcleo será responsável por tarefas que demandem menos energia, como navegação na web, execução de músicas e vídeos em segundo plano, permitindo que os outros quatro núcleos possam receber menos energia, até que sejam requeridos para funções de alta performance como processamento de imagens ou jogos. Quando os quatro núcleos entram em jogo, o quinto sai de campo e recebe menos energia. O resultado final pode ser uma performance e eficiência maiores da bateria de até 50% comparado ao Tegra 2, de acordo com a Nvidia. Os primeiros aparelhos equipados com o Kal-El devem chegar ainda este ano.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Cidades-sede da Copa devem ter telefonia com tecnologia 4G dentro de dois anos

O edital do leilão da faixa de frequência de 2,5 Gigahertz, que poderá ser usado para a telefonia celular de quarta geração (4G), vai estabelecer um prazo de 12 meses a partir da assinatura do contrato para que o serviço comece a ser oferecido nas cidades que serão sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Como a previsão é de que o leilão seja realizado até abril do ano que vem, o serviço deve estar disponível a partir de 2013, segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Ele garantiu que, mesmo com o protesto de algumas empresas de telefonia, que pedem que o leilão seja realizado mais tarde, a licitação deve ocorrer até 30 de abril de 2012, como está previsto no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU 3). Para o ministro, quem não participar da disputa, vai perder espaço no mercado.
“Acho que as empresas, embora estejam queixosas e reclamonas, vão se preparar e vão entrar. Agora, vamos colocar um espectro que vai servir para um serviço que é mais avançado do que tem hoje e acho que quem não entrar vai perder espaço de mercado”, disse, em entrevista à Agência Brasil.
Outro projeto do governo para 2014 é o lançamento de um satélite geoestacionário brasileiro, que deverá atender tanto às demandas da área de telecomunicações quanto às da Defesa. A intenção é que o primeiro satélite tenha um percentual de produção nacional e os próximos sejam produzidos totalmente no Brasil.
Na última sexta-feira (16), Bernardo se reuniu com os ministros da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e da Defesa, Celso Amorim, para tratar do assunto. A proposta do satélite geoestacionário brasileiro deve ser levada à presidenta Dilma Rousseff na próxima semana.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Em 2013, notebooks aguentarão dez dias sem precisar recarregar

Pensa estar com sorte quando a bateria do seu notebook dura mais de cinco horas? Espere para ver a próxima linha de processadores da Intel, chamada, provisoriamente, de Haswll. A companhia fez uma promessa ousada: as máquinas da plataforma aguentarão até 24 horas longe da tomada.
A evolução em relação ao produto atual – o Sandy Bridge – é ainda mais expressiva quando comparada à autonomia do computador em estado de hibernação. Segundo a fabricante, nesse caso, o computador resistirá a dez dias sem recargas – 20 vezes mais do que a capacidade atual.
Se a Intel cumprir sua palavra, o usuário poderá levar seu notebook a uma viagem de cinco dias, por exemplo, sem se preocupar com o esgotamento da bateria – desde que o utilize com moderação. Mensagens e atualizações nas redes sociais poderiam ser visualizadas sem peso na consciência.
Antes do Haswell ser lançado, porém – deve chegar somente em 2013 – os chips Ivy Bridge aparecerão, com sua arquitetura de 22 nanômetros. O desempenho em relação à linha atual será até 40% maior, e o consumo de energia até 50% menor.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Supercomputador 'previu' revoluções no Egito e esconderijo de Bin Laden

Um supercomputador previu as revoluções no Egito e na Líbia e onde Osama Bin Laden estava, segundo Kalev Leetaru, da universidade de Illinois (EUA) – mas só depois que os eventos já tinham acontecido.
Com base em 100 artigos, o supercomputador Nautilus analisou o humor das notícias internacionais com foco na incidência e na localização de palavras emotivas, como "terrível" ou "bom" – o que Leetaru chamou de "mineração de sentença automatizada" – antes de convertê-las em coordenadas geográficas.
Usando o tom e localização das reportagens, o Nautilus previu o início da revolta nos países árabes (a chamada Primavera Árabe) e a localização de Osama Bin Laden em uma área com um raio de 200 km no norte do Paquistão, enquanto muitos especialistas acreditavam que ele estava no Afeganistão.
Em seu estudo "Culturomics 2.0: Previsão de comportamento humano em grande escala usando o tom notícias da mídia mundial no tempo e espaço", Leetaru explicou: "A aplicação desse método em um arquivo de notícias de 30 anos em todo o mundo encontra a previsão das revoluções na Tunísia, Egito e Líbia, incluindo a queda do presidente egípcio Mubarak; a estabilidade da Arábia Saudita (pelo menos até maio de 2011) e a localização estimada de onde Osama Bin Laden estava escondido, dentro de um raio de 200 km no norte do Paquistão. "
Leetaru disse que, apesar de seu estudo ter sido feito retrospectivamente sobre o que já havia acontecido, ele poderia ser adaptado para funcionar no presente.
"Eu comparo à previsão do tempo. Nunca é perfeito, mas podemos fazer melhor do que adivinhar aleatoriamente."
sábado, 10 de setembro de 2011
Estudo revela que supercomputador pode prever revoluções

A pesquisa se baseou em milhões de artigos e detectou uma piora do sentimento geral das nações antes dos recentes levantes no Egito e na Líbia.
Embora a análise tenha sido feita retrospectivamente, cientistas dizem que o mesmo processo pode ser usado para antecipar conflitos que ainda estejam para acontecer.
O sistema também detectou dicas da localização do líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, morto em maio deste ano.
Kalev Leetaru, do Instituto para Computação na Área de Humanas, Artes e Ciências Sociais da Universidade do Illinois divulgou a pesquisa na publicação científica First Monday.
A informação usada no estudo foi tirada rede uma série de fontes que analisam a imprensa pelo mundo, como o Open Source Centre (mantido pelo governo americano) e o serviço BBC Monitoring.
Também foram analisados sites de notícias, como o arquivo digitalizado do New York Times desde 1945. No total, foram estudados mais de 100 milhões de artigos.
Dois tipos
As reportagens foram analisadas por dois tipos básicos de informações: sentimento (se ela representava notícias boas ou ruins) e localização (onde eles aconteciam e a localização de outros participantes no artigo).
A detecção de sentimento buscou palavras como "terrível", "horrível" e "agradável". No quesito localização, o estudo pegou citações como "Cairo" e as converteu em coordenadas em um mapa. A análise de elementos das reportagens criou uma rede com mais de 100 trilhões de interconexões.
Os dados foram colocados em um supercomputador SGI Altix, conhecido como Nautilus, na Universidade do Tennessee.
A máquina tem um poder de processamento de 8.2 teraflops (ou trilhões de operações de ponto flutuante por segundo).
Baseado em perguntas específicas, o Nautilus gerou gráficos para diferentes países que tiveram suas “primaveras árabes”.
Em cada caso, os resultados agregados de milhares de reportagens mostrou uma notável queda no sentimento geral das nações antes dos levantes, tanto dentro do país como em reportagens do exterior.
No caso egípcio, o tom das coberturas de imprensa antes da queda do presidente Hosni Mubarak chegou a um ponto baixo só visto duas vezes nos 30 anos anteriores, antes do bombardeio americano de tropas iraquianas em 1991 e antes da invasão americana do Iraque em 2003.
Inteligência
Leetaru diz que seu sistema parece gerar informação de inteligência melhor do que a disponível para o governo americano na época.
- O mero fato de o presidente americano seguir apoiando Mubarak sugere fortemente que mesmo no mais alto nível as análises sugeriam que ele permaneceria no poder.
- Isso é provável porque há nessa área especialistas estudando o Egito há 30 anos e, nesse período, nada aconteceu a Mubarak.
Leetaru diz que o gráfico egípcio sugere que algo inédito estava acontecendo naquela época.
- A curva de tom (sentimento) mostra que a situação estava ficando cada vez pior para ele tão rapidamente e com tanta força que parece impossível que ele sobrevivesse.
Quedas semelhantes foram vistas pouco antes da revolução na Líbia e nos conflitos dos Bálcãs nos anos 1990.
A Arábia Saudita, que até agora resistiu aos levantes populares, experimentou flutuações tão fortes quanto às de países que depuseram seus líderes.
No estudo, Leetaru sugere que a análise de reportagens de vários países sobre Osama Bin Laden poderiam ter fornecido dicas relevantes sobre sua localização.
Embora muitos acreditassem que o líder da Al-Qaeda estaria escondido no Afeganistão, informações geográficas extraídas de reportagens frequentemente o identificavam com o norte do Paquistão.
Apenas uma reportagem mencionava a cidade de Abbottabad antes da localização de Bin Laden em abril deste ano.
No entanto, a análise geográfica sugere que ele estava dentro de uma área de 200 km².
A análise do computador parece poder prever grandes eventos ao identificar uma mudança súbita e negativa do sentimento de uma nação.
Mas neste estudo, as análises foram feitas de eventos já ocorridos. Segundo Kalev Leetaru, o sistema pode ser adaptado para trabalhar em tempo real, como um instrumento de previsão.
- É o próximo passo, disse Leetaru, que já trabalha para desenvolver a tecnologia.
- É muito parecido com as previsões econômicas feitas pelos algoritmos. Você sabe a direção que algo teve nos últimos tempos e quer saber o que vai acontecer.
O cientista também quer melhorar a resolução da análise, especialmente da geográfica, chegando a determinar cidades, “grupos de indivíduos e como eles interagem”.
- Faço uma comparação com a meteorologia. Nunca é perfeita, mas é ainda melhor do que palpites aleatórios.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Cientistas criam chuva usando raios laser

Uma equipe de cientistas de cinco instituições europeias demonstrou que é possível induzir chuvas usando um raio laser de grande potência.
O experimento foi feito pelo Projeto Teramobile, que vem estudando há vários anos a interação da luz com a atmosfera, sobretudo para estudos de poluentes atmosféricos e descarga guiada de raios.
Esta é a primeira vez que o grupo divulga uma pesquisa voltada para a geração de chuva.
Filamento de laser
Segundo o experimento, o laser induz a formação de microgotículas quando a umidade relativa do ar está acima de 70%.
O chamado "filamento de laser" - um feixe sustentado de luz de 100 micrômetros de diâmetro e até centenas de metros de comprimento - induz a condensação da água e a formação rápida de gotículas medindo vários micrômetros de diâmetro, o suficiente para causar a chuva.
Segundo os cientistas, o fenômeno é explicado pelo efeito fotoquímico gerado pela interação do laser com o ácido nítrico (HNO3), gerando uma condensação HNO3-H2O ao redor do filamento de laser.
O experimento usou um laser pulsado instalado dentro de um contêiner, o que permite as pesquisas de campo. O laser gerou 10 filamentos com extensões entre 15 e 20 metros.
Formação de gotículas
Os resultados mostraram um significativo aumento do número de gotículas e de suas dimensões - até 1.000 vezes maiores - em relação às condições normais, sem o laser.
"Os filamentos de laser aumentam drasticamente a densidade numérica de partículas com diâmetros de 25 nanômetros e seu crescimento, em poucos segundos, até atingir dimensões micrométricas estáveis," dizem os pesquisadores
As partículas maiores tiveram um "tempo de vida" de até 20 minutos.
Contudo, ainda não está claro se o experimento terá efeitos práticos. As medições foram feitas a 2 centímetros dos filamentos de laser dentro de uma câmara protegida do vento. O maior risco é que as microgotículas re-evaporem se as condições não foram adequadas.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Cientista cria tela de celular capaz de gerar energia através de luz solar
Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores associados à Universidade da Califórnia, a UCLA, possibilita que telas sensíveis a toque sejam recarregadas através de luz solar direta ou refletida e por luz ambiente.
De acordo com o Dvice, um dos pesquisadores californianos envolvidos com a criação da tecnologia, Henry Samueli, da School of Engineering and Applied Science, profissional que projetou e construiu o protótipo de tela, disse que a tecnologia é capaz de reciclar energia vinda de qualquer fonte de luz e recarregar parcialmente um aparelho celular.
Segundo o Science Daily, apesar de o protótipo não carregar totalmente a bateria através da incidência de luz sobre a tela do celular, a tecnologia pode fazer com que os celulares permaneçam mais tempo funcionando.
Samueli espera que em breve a tecnologia esteja disponível nos aparelhos celulares tradicionais.
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Novas Tecnologias
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Polícia americana testa software capaz de prever crimes

Quem assistiu ao filme Minority Report, de 2002, certamente vai relacioná-lo à notícia de que a polícia de Santa Cruz, no estado da Califórnia, Estados Unidos, vem testando um programa de computador para prever onde crimes irão ocorrer, enviando policiais antes mesmo de qualquer evento.
De acordo com o The New York Times, a polícia de Santa Cruz faz testes com a tecnologia desde o último mês de julho. O método é baseado nos modelos de previsão de abalos secundários que ocorrem após um grande terremoto.
Dados históricos de criminalidade são analisados a fim de detectar padrões que indicam quais áreas e horários estão sob maior risco de crimes futuros. Ao todo, são oito anos de registros criminais. A cidade é dividida em blocos de aproximadamente 150 x 150 metros, e as projeções são atualizadas diariamente com a ocorrência de novos delitos.
O software foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores que inclui dois matemáticos, um antropólogo e um criminologista. Os dados são obtidos pela polícia de Los Angeles, que pretende aplicar a tecnologia em breve.
A tecnologia já mostrou eficiência. Duas mulheres foram presas no último dia 12 de agosto em um estacionamento. Elas estavam arrombando veículos, uma delas em posse de drogas ilegais. No dia em que essas prisões foram efetuadas, o programa identificou a região como uma das de maior risco para roubos de carros.
Isso foi possível porque os policiais de Santa Cruz recebem, diariamente, uma lista com os 10 pontos de maior probabilidade de ocorrências. Eles conferem essas áreas sempre quando não estão atendendo a um chamado.
O nível de precisão do software será avaliado daqui a cinco meses, mas os indicadores iniciais são otimistas. Em comparação ao mês de julho de 2010, já houve uma redução de roubos em 27%, de acordo com Zach Friend, analista de crimes da polícia de Santa Cruz.
Futuros videogames terão holografia humana

Como serão os videogames no ano 2021? Os especialistas reunidos pela Sony na Gamescom de Colônia (Alemanha) se aventuraram a traçar um futuro com personagens holográficos que serão praticamente "seres humanos digitais", com mais conexão e possibilidade de interagir com o console por meio de gestos.
O presidente da divisão de entretenimento interativo da Sony, Shuhei Yoshida, acredita ser difícil estimar como serão os jogos em 10 anos, mas supões que "as pessoas querem ver nas telas seres humanos digitais, que se pareçam com eles".
Mick Hocking, o vice-presidente do grupo de estudo da companhia, disse que, partindo dessa premissa, o caminho será conseguir "que os personagens se pareçam com atores".
O exemplo que ilustra essa ideia é o videogame "L.A. Noire", que se baseia em movimentos reais de atores para criar personagens, testemunhas de crimes cujos gestos devem ser estudados pelos jogadores para saber se o que dizem é verdade.
Contudo, não só é necessário que as figuras virtuais se pareçam com pessoas reais: a interatividade por meio de sensores de movimento permitirá, segundo Yoshida, "detectar" os gestos do jogador, para saber se está triste ou alegre, e que o console possa reagir em função disso.
Se a tecnologia 3D se instalou de vez nos consoles, as melhorias neste sentido não se limitarão a que vários jogadores possam interagir de diferentes ângulos da tela e continuar apreciando o efeito estereoscópico, algo que segundo estes especialistas será em breve, mas o próximo passo, em 10 anos, seria as holografias.
"Será útil para transmitir essa sensação de que os personagens falam diretamente com o jogador", afirma Yoshida, ao que Hocking acrescenta que os avanços na tecnologia holográfica permitirão que os objetos do jogo e os personagens saiam da tela "e que possam ver a seu redor".
O que parece não ter retorno é a conexão dos jogos com redes sociais, algo que para Yoshida "está acontecendo naturalmente" e que segundo Mark Cerny, outro especialista presente no debate e criador de títulos como "MotorStorm", "em um mundo com Facebook, o modo de jogo desligado será impensável dentro de três anos".
À margem dos avanços tecnológicos e de conexão que sobrevirão à indústria do videogame na próxima década, os especialistas que participaram do encontro "Sony PlayStation: 2021" vão discutir sobre outras questões como os argumentos e os temas das novidades.
Para Hocking, sagas como "Uncharted" demonstram que o caminho dos jogos está "nas tramas cinematográficas. Os jogos serão quase filmes não só pelo realismo das imagens, mas também pelas tramas e a capacidade de despertar emoções nos jogadores".
Game designers como Kellee Santiago e Gareth Edmonson concordam que os temas dos jogos são muitas vezes condicionados pelo risco econômico que representa assumir um projeto que foge do típico jogo de ação, mas permitem uma maior acessibilidade por meio de sensores de movimento.
Yoshida não revelou nada sobre a estratégia da Sony neste sentido, mas sua opinião não pôde ser mais clara: "Eu também quero menos 'Call of Duty' e mais 'Heavy Rain'. Fazem falta mais jogos que te façam pensar e sentir".
Engenheiro colombiano cria marcapasso menor que grão de arroz
Bogotá, 21 ago (EFE).- O engenheiro eletrônico colombiano Jorge Reynolds, criador do primeiro marcapasso há 53 anos, anunciou neste final de semana o lançamento de um dispositivo que mede um terço de um grão de arroz e que não precisa de bateria, informou este domingo a rádio "Caracol".
Reynolds, de 75 anos, foi o inventor do primeiro marcapasso artificial externo com eletrodos internos em 1958, que pesava quase 50 quilos e funcionava com uma bateria de automóvel.
O cientista anunciou a criação do novo aparelho este fim de semana durante o 4º Salão de Inventores e Alta Tecnologia em Medellín, Colômbia.
O engenheiro destacou que sua invenção poderá ser acompanhada por cardiologistas "de qualquer parte do mundo" pelo computador e pela Internet e aproveitará a própria energia do coração, quando o órgão se contrai, para funcionar.
O novo nanomarcapassos, segundo seu criador, pode ser implantado facilmente em uma cirurgia ambulatorial.
Reynolds disse que este dispositivo foi um trabalho de 11 anos do chamado grupo de pesquisa Acompanhamento do Coração Via Satélite, que ele faz parte, e que conta com o apoio do Instituto de Tecnologia de Taiwan e universidades dos Estados Unidos e de alguns países europeus.
Além disso, assinalou que em breve vai iniciar testes com animais e calculou que em cinco anos poderá ser implantado em pessoas.
O engenheiro criador do aparelho destacou também que a outra vantagem será seu custo, pois será vendido por cerca de US$ 1 mil, valor muito inferior aos US$ 12 mil, que custam em média os de hoje em dia que são muito maiores que o novo e que exigem bateria.
Reynolds estudou as freqüências do coração de atletas, paraquedistas e de diferentes animais, e entre eles, fez várias pesquisas acústicas nas baleias jubarte (Megaptera novaeangliae) em águas do Oceano Pacífico colombiano. EFE
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Aeroporto francês testa assistentes de embarques virtuais

O Aeroporto de Orly, na França, está testando a utilização de assistentes virtuais de embarque, utilizando hologramas que cumprimentam passageiros junto as portas de embarque.
A experiência percorre há cerca de um mês em um dos Halls de embarque do aeroporto que foi recentemente remodelado, recebendo os Holographic Boarding Agents, explica a Agência Associated Press.
O holograma 2D é uma imagem de vídeo pré-gravada e projetada numa peça de Plexiglass com formato humano. Os responsáveis pelo Aeroporto esperam que este sistema ajude os passageiros no momento de se dirigirem ao seu voo.
IBM testa chip inspirado em cérebro

Um sistema que integre software e hardware, capaz não apenas de analisar informações complexas em tempo real como também de aprender com os resultados.
Nele, novas ligações são feitas a cada input, e as experiências anteriores são utilizadas para elaborar a próxima ação. Basicamente, um sistema como esse reconhece rostos, se lembra de ações passadas e sente as variações do ambiente por meio de sensores. Tudo isso, ao mesmo tempo.
Essa é a meta do projeto Synapse (Systems of Neuromorphic Adaptive Plastic Scalable Electronics), desenvolvido pela IBM Research: recriar as sinapses do cérebro através de algoritmos e circuitos de silício. As sinapses são as estruturas responsáveis por transmitir o impulso nervoso de um neurônio ao outro.
Hoje, a empresa anunciou a conclusão da primeira fase do empreendimento: dois chips experimentais, feitos para similar a percepção, ação e cognição do cérebro.
Embora não contenham elementos biológicos, os chamados “neurosynaptic computing chips”, ou chips neuro-sinápticos, possuem circuitos inspirados na neurobiologia: cada um conta com 256 “neurônios”; um deles contém 262.144 sinapses programáveis, o outro, 65.536.
Os dois protótipos foram construídos na unidade de Fishkill, em Nova York, e estão sendo testado nos laboratórios de Yorktown Heights (NY) e San José, na Califórnia. Até agora, já demonstraram habilidade em tarefas simples, como navegação, visão, reconhecimento de padrões, memória e classificação de objetos.
Esses chips são a base do que a IBM imagina como futuro da informática: a computação cognitiva. Os sistemas construídos com eles não serão programados da mesma forma que os atuais: eles devem aprender através das experiências, encontrando correlações e criando hipóteses– como faz o cérebro.
A meta do SyNAPSE é criar um sistema de chip com 10 bilhões de neurônios e trilhões de sinapses, que consuma menos de um kilowatt e ocupe menos de dois litros de volume. O sistema não apenas analisaria informações complexas de vários inputs sensoriais, mas interagiria de acordo.
Por exemplo, um supermercado poderia usar um sistema cognitivo para monitorar seu estoque. Medindo temperatura, textura e odor dos alimentos, ele conseguiria registrar (e aprender) quais estão ou não estragados.
Com o fim da fase 1, a IBM Research e sua universidades parceiras no projeto (Columbia University; Cornell University; University of California, Merced; e University of Wisconsin, Madison) receberam US$21 milhões do governo americano para desenvolver a fase 2.
O objetivo final é fazer com que os computadores deixem de ser “grandes calculadoras” para que passem a ser sistemas com capacidade de aprendizado.
sábado, 13 de agosto de 2011
Intel investe US$ 300 milhões para criar concorrentes do iPad

A Intel anunciou que investirá US$ 300 milhões em empresas que desenvolvem novas tecnologias para Ultrabooks, uma classe de notebooks mais finos e leves, como forma de oferecer uma alternativa aos tablets.
O Intel Capital Ultrabook Fund vai investir em companhias que produzem hardware e softwares, assim como sensores e telas touch, baterias de maior duração, designs mais finos e com capacidade de armazenamento otimizada. A empresa vai investir o dinheiro durante entre três ou quatro anos.
A fabricante lançou a ideia do Ultrabook na Computex, em junho, afirmando que o aparelho seria um novo tipo de computador portátil com capacidades “parecidas com as de um tablet”, como touch screen, baterias que duram o dia todo e inicialização instantânea. A primeira onda deve chegar no fim desde ano, com designs mais avançados nos próximos anos.
O impulso da Intel nos ultrabooks chega em uma época em que a fabricante de processadores está tentando rejuvenescer o interesse no mercado de PCs, cujas vendas ficaram mais lentas, devido à popularidade dos tablets. Mas, além de enfrentar os novos dispositivos portatéis como o iPad e o Galaxy Tab, produtos mais leves e finos devem tornar os notebooks mais atraentes.
“É um bom contra-ataque para praticamente tudo. Eles vêem isso como forma de abrir um mercado”, disse Dean McCarron, principal analista da Mercury Research.
Notebooks e tablets tem características diferentes e os Ultrabooks são uma tentativa de fundi-los harmoniosamente, afirmou Greg Welch, diretor do segmento de plataformas de mobile de clientes da Intel.
Nos Ultrabooks, os usuários poderão, sem pensar, alternar entre dar comando touch screen ou pelo cursor, segundo o diretor.
Os dispositivos também são uma forma de gerar usuários para os processadores de alta capacidade da Intel, diminuindo a produção dos chips Atom e Celeron, afirmou McCarron. As vendas do Atom cairam no segundo trimestre da Intel, devido à baixa no mercado de netbooks, que foi prejudicado pela demanda por tablets e notebooks de baixo custo com telas maiores.
A Intel disse que no futuro os Ultrabooks serão parecidos com o MacBook Air, da Apple, com modelos com menos de 21 milímetros de largura e preços competitivos. A empresa mostrou o notebook ultra-fino da Asus, o UX21, como exemplo.
A fabricante espera Ultrabooks a US$ 800 ou menos, segundo McCarron.
Os primeiros modelos vão chegar no final deste ano com chips baseados no microprocessador Sandy Bridge. A segunda leva de será lançada no começo de 2012 com chips Ivy Bridge, mais rápidos e mais eficientes.
Os produtos ainda não terão tecnologia touch screen neste ano, mas terão inicialização rápida e estarão sempre conectados, para receber continuamente emails e notificações, afirmou Kevin Sellers, vice-presidente de relações com investidor da Intel, durante uma apresentação no começo da semana.
Em 2012, as telas sensíveis ao toque dos Ultrabooks serão rotativas ou destacáveis. Eles podem ser usados no modo PC e serem convertidos para o formato de tablets para assistir filmes, por exemplo, como os dispositivos de hoje.
“Começando no próximo ano com a linha de produtos Ivy Bridge e com o Windows 8 vocês começarão a ver produtos na forma de notebooks, com capacidade de tablets”, declarou Sellers. “Essa é importância de combinar essa tecnologia com algo como o Windows 8, que vai dar a você a possibilidade de fazer as duas coisas.”
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Cientistas criam dispositivo eletrônico para monitoramento cardíacos

Para facilitar o monitoramento de funções vitais, cientistas criam uma pele artificial que monitora batimentos cardíacos
O equipamento fica colado na pele de forma quase natural, como uma tatuagem temporária. A pele eletrônica já foi testada com sucesso para medir a atividade elétrica do coração, cérebro e músculos. Sua função é substituir os eletrodos desconfortável e cabos que são usados para diagnosticar e monitorar o coração. Parece fácil, mas as portas que abrem a nova pele eletrônica artificial são enormes: dizem os pesquisadores, por exemplo, eles podem construir sensores para medir a atividade cerebral em condições normais, sem recorrer a equipamentos complexos.
O dispositivo eletrônico também poderá ser feito para próteses amputada ou transmissores, ligado à garganta, para facilitar a comunicação de pessoas com lesões que limitam a sua capacidade de falar. John A. Rogers, Kim Dae-Hyeong e outros autores dessa tecnologia, explicou como eles fizeram e os resultados de seus primeiros testes para a revista Science.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
NASA seleciona 30 tecnologias visionárias para exploração espacial

A NASA selecionou 30 projetos inovadores e visionários, voltados para a exploração espacial do futuro.
O anúncio traz de volta o NIAC, o escritório de conceitos avançados da agência espacial norte-americana, que chegou a ser extinto durante os cortes orçamentários que a NASA vem sofrendo ao longo dos últimos anos.
Cada uma das propostas vai receber US$100.000,00 para um trabalho de detalhamento conceitual, que deverá levar um ano.
As propostas incluem:
- uma técnica para desviar lixo espacial
- uma roupa espacial que usa flywheels para estabilizar e auxiliar o movimentos dos astronautas.
- um posto avançado em outro planeta construído por impressão 3-D pela técnica Contour Crafting
- uma turbina que funcione na atmosfera de outros planetas
- um escudo de reentrada que possa ser construído no espaço
- e uma série de novas tecnologias de propulsão e de geração de energia para espaçonaves e sondas espaciais.
"Esses conceitos inovadores têm o potencial para amadurecer e se transformar em capacidades inovadoras que a NASA precisa para melhorar nossas operações espaciais," disse Bobby Braun, gerente de tecnologia da agência.
Nenhuma das propostas exigiria menos do que 10 anos de desenvolvimento para que possa ser incluída em uma missão real.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Foxconn substituirá trabalhadores por 1 milhão de robôs
A chinesa Foxconn, conhecida como fabricante de toda a linha Apple, o que inclui iPads, iPhones e Macs, tem enfrentado sérias críticas após funcionários da companhia cometerem suicídio. Algumas fábricas, cujo número de trabalhadores supera os 250.000, mantém longas rotinas ininterruptas, o que, segundo analistas, tem causado depressão entre os operários. Para lidar com o problema, Terry Gou, presidente da companhia, pretende substituir mão de obra humana por robôs na realização de tarefas repetitivas na linha de montagem.
Atualmente, a Foxconn já mantém em seu quadro 10.000 robôs, os "Shenzhen No. 1", que se assemelham a braços mecânicos simples. O objetivo da empresa é adquirir outros 300.000 até o final de 2011. A meta da empresa, contudo, é chegar a um milhão de robôs nos próximos anos. A companhia chinesa conta atualmente com mais de 1,2 milhões de funcionários.
"Há muitas atividades simples e repetitivas na linha de produção que podem ser realizadas por robôs", disse uma fonte da Foxconn ao jornal britânico Daily. "Esse tipo de trabalho manual era realizado por funcionários, mas os robôs o executam de forma mais eficiente e controlada", adicionou.
De acordo com um ex-gerente da Foxconn, no entanto, a intenção não é substituir integralmente toda a mão de obra humana. "Você não pode produzir um celular somente com robôs", ressalta o executivo, afirmando que as máquinas ainda não são capazes de realizar trabalhos que exijam precisão.
Para alguns analistas, o aumento de salário no sul da China é o principal motivo para a mecanização da linha de produção. Algumas fábricas têm relatado aumentos salariais que variam de 30% a 40%, o que diminui substancialmente o lucro dessas empresas.
terça-feira, 26 de julho de 2011
LinkedIn cria botão para candidatos a emprego
Depois de Facebook, Twitter, Google e outros, agora é o LinkedIn, rede voltada para networking profissional, que criou seu próprio botão para uso em outros sites. Chamado, em inglês, de Apply with LinkedIn, ele foi elaborado para ser usado em sites de empresas em busca de profissionais. Quem quiser se candidatar a uma vaga precisa apenas clicar no botão correspondente.
A vantagem de dessa forma de inscrição é que o candidato não precisa ficar preenchendo longos formulários. Basta clicar no botão. Seus dados previamente cadastrados no LinkedIn serão enviados à empresa que abriu a vaga. Se a pessoa tiver recomendações de outros profissionais no LinkedIn, elas também serão repassadas à empresa.
O botão já está presente em sites de algumas poucas empresas, como PhotoBucket, TripIt, Netflix e o próprio LinkedIn. Quando o candidato clica nele, o LinkedIn mostra os contatos que a pessoa tem naquela empresa. A ideia é que ela tenha a chance de pedir mais recomendações a esses profissionais. Se não houver contatos na empresa, a rede social ainda sugere pessoas que podem apresentar alguém de lá ao candidato. “As estatísticas mostram que as recomendações são a fonte número um de contratações em empresas”, escreveu Jonathan Seitel ao apresentar o novo botão no blog oficial do LinkedIn.
A ideia parece muito boa. Não faz sentido ficar enviando currículos ou preenchendo formulários quando os dados que interessam à empresa já estão disponíveis nas redes sociais. No entanto, ela pode criar um efeito colateral indesejado. A facilidade de poder se candidatar com apenas um clique pode levar pessoas mais desesperadas por um emprego a sair clicando no botão em muitos sites, mesmo quando a vaga não combina muito com seu perfil. E o resultado será trabalho extra para quem faz a seleção.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Vivo lança serviço de comunicação via rádio para competir com a Nextel

Nesta segunda-feira (8) o presidente do grupo Vivo/Telefônica, Paulo Teixeira, informou que até o mês de agosto, a empresa irá ampliar para todo o país um serviço de comunicação via rádio.
Tal serviço já está em operação nas cidades de Porto Alegre e Curitiba, e agora pretende alcançar mais um público, o Rio de Janeiro. Serviço conhecido como Push to Talk (PTT), é de forte atuação da Nextel.
Ainda segundo o presidente, serviço só estará disponível para clientes pós-pagos da operadora e pretendende alcançar outras localidades de cobertura da empresa entre os meses de julho e agosto.
A Vivo pretende investir cerca de R$ 2,5 bilhões este ano só no Brasil. Ainda está sendo estudado se a empresa irá viabilizar o serviço de roaming internacional para clientes PTT. Serviço o qual a Nextel já possui.
O investimento no mercado pela Vivo no ramo de PTT aconteceu logo depois que a Nextel informou que irá investir até 5,5 bilhões de reais em cinco anos, só no Brasil.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
China cria programa de incentivos para reduzir emissões de CO2

A China, o maior emissor de dióxido de carbono (CO2) do mundo, lançará um programa experimental para estabelecer um mercado de emissões de CO2 e reduzir os gases poluentes em sua luta contra a mudança climática, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.
O CO2 é o principal causador do efeito estufa, um fenômeno de aumento da temperatura terrestre causado por buracos na cama de ozônio da Terra a partir da liberação de gases tóxicos.
O plano, apresentado pelo vice-ministro da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China, Xie Zhenhua, inclui um aumento da diferença de tarifas entre as indústrias de alto consumo energético e o resto, assim como vantagens fiscais a projetos de conservação energética.
Além disso, haverá incentivos às companhias financeiras chinesas para que invistam em novas energias, em um país que já lidera mundialmente o investimento em renováveis.
O governo chinês fixou a meta entre 8% e 10% de suas emissões de poluentes na meia década 2011-2015, segundo assinalou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, em sua apresentação do 12º Plano Quinquenal para esse período, no mês de março.
Ao mesmo tempo, a segunda maior economia mundial fixa como meta aumentar para 11,4% o uso de combustíveis não fósseis como fontes de energia (embora carvão e petróleo continuem predominando) e reduzir em 17% a intensidade de carbono (emissões de CO2 divididas pelo PIB, Produto Interno Bruto).
O país asiático descuidou a proteção ambiental durante décadas em benefício do crescimento econômico, por isso que o país apresenta uma severa degradação de seu ecossistema.
No entanto, a conscientização perante esses problemas também aumentou à medida que sua população mostrou seu descontentamento com catástrofes ambientais e problemas de segurança alimentar.
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