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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Usuários que baixaram uTorrent tiveram suas máquinas infectadas

Os desenvolvedores do uTorrent admitiram que uma brecha de segurança permitiu a substituição do software por um malware, que se fazia passar por um antivírus, para infectar a máquina.
Qualquer usuário que tenha baixado o programa entre 8h20 e 10h da última terça-feira (13/09) recebeu, em vez do célebre aplicativo de compartilhamento, o Security Shield, que, para enganar o internauta e ser executado, afirma que seu computador foi infectado e precisa de uma verificação.
A princípio, a suspeita era de que tanto o BitTorrent quanto o uTorrent haviam sido atingidos pelo ataque, o que foi desmentido pouco depois. “Os únicos usuários afetados foram aqueles que baixaram o software diretamente do utorrent.com durante o período destacado”, afirma o blog da empresa.
Leia mais: BitTorrent bate recorde e chega a 100 milhões de usuários mensais
O esclarecimento, porém, não convenceu a todos. Paul Ducklin, especialista da Sophos, por exemplo, expressou sua desconfiança.
“Considerando que os sites dos dois aplicativos compartilham a mesma estrutura – ambos direcionam à mesma nuvem da empresa Limelight Network – talvez seja melhor ignorar o comentário oficial e considerar que todo download recente vindo da BitTorrent Inc. pode estar infectado. Faça uma checagem na máquina com um software de segurança”, recomendou.
Ainda que o Security Shield seja um tipo de praga costumeiramente identificada por um antivírus atualizado, usuários, por confiar na reputação da companhia, podem ter ignorado o alerta. Uma vez instalado, é possível que o malware tenha baixado outros arquivos maliciosos.
A BitTorrent ainda não explicou como seus servidores foram invadidos. Chega a ser curioso, porém, a mudança de estratégia adotada pelos crackers. Em vez de utilizar os programas de compartilhamento para espalhar suas pragas – disfarçadas de programas legítimos – eles resolveram atacar diretamente a o canal de distribuição.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Perito brasileiro usa software que detecta mentiras analisando expressões faciais

A mentira tem pernas curtas, diz o ditado. E, na era da tecnologia, elas são mais curtas ainda. Wanderson Castilho, perito forense em tecnologias digitais e diretor da empresa E-Net Security, em Curitiba, é no Brasil o equivalente ao dr. Cal Lightman (veja quadro), personagem do ator Tim Roth na série "Lie to me", capaz de perceber na hora que alguém está mentindo e desmascará-lo. Treinado nessa seara no Instituto para Treinamento de Análises Comportamentais (BATI, na sigla em inglês), nos EUA - por onde costumam passar agentes do FBI e da CIA -, Castilho tem também um forte aliado no software FaceReader, da desenvolvedora holandesa Noldus.
- A mentira é inerente à humanidade. O ser humano mente, em média, três vezes a cada 10 minutos. E está incluída aí a mentira social, por exemplo quando respondemos "tudo bem" mesmo quando estamos cheios de problemas - afirma Castilho. - A questão é que, quando você mente, seu cérebro percebe e não aceita essa negação da verdade: ele instintivamente reage com impulsos, e isso se traduz de várias maneiras - a pessoa pisca ou desvia os olhos, morde os lábios, mexe no nariz ou na orelha. São sinais enviados pelo cérebro para mostrar que ele "discorda" do que você está verbalizando.
É justamente sobre tais gestos que o programa FaceReader trabalha. Analisando a filmagem de um interrogatório ou entrevista em que o investigado está de frente para uma câmera, ele coleta com alto grau de precisão os gestos e expressões faciais da pessoa.
- Charles Darwin determinou que essas expressões que denunciam nossas emoções são universais, independente de raça, cor ou credo. Claro que há reações culturais: a mesma piada que me faz rir pode desagradar a outra pessoa, mas as expressões instintivas básicas são a mesmas para todo mundo. E essa é a premissa do FaceReader - diz Castilho.
A verdade está nessas microexpressões faciais que duram décimos de segundo, como no seriado "Lie to me". São elas que denunciam o que realmente está se passando na mente da pessoa e abrem o caminho para a verdade. Como são muito rápidas, nem sempre o olho humano consegue acompanhar, mas o software de varredura acompanha e cria uma base de dados em cima das contradições entre o discurso do interrogado e suas microexpressões. Assim, é possível avaliar se ele está mentindo ou não. Exemplo: se a pessoa diz que gosta de alguém e suas microexpressões indicam satisfação, prazer, alegria em 80% das vezes, é grande a probabilidade de estar dizendo a verdade. Mas, se esses mesmos 80% de microexpressões indicam nojo, incômodo ou desgosto, a mentira é o caminho mais plausível.
De acordo com o perito, que diz ter mais de 700 casos resolvidos desde 1999, a detecção das mentiras não se refere só a crimes, mas também fraudes em empresas e entrevistas de emprego.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Polícia americana testa software capaz de prever crimes

Quem assistiu ao filme Minority Report, de 2002, certamente vai relacioná-lo à notícia de que a polícia de Santa Cruz, no estado da Califórnia, Estados Unidos, vem testando um programa de computador para prever onde crimes irão ocorrer, enviando policiais antes mesmo de qualquer evento.
De acordo com o The New York Times, a polícia de Santa Cruz faz testes com a tecnologia desde o último mês de julho. O método é baseado nos modelos de previsão de abalos secundários que ocorrem após um grande terremoto.
Dados históricos de criminalidade são analisados a fim de detectar padrões que indicam quais áreas e horários estão sob maior risco de crimes futuros. Ao todo, são oito anos de registros criminais. A cidade é dividida em blocos de aproximadamente 150 x 150 metros, e as projeções são atualizadas diariamente com a ocorrência de novos delitos.
O software foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores que inclui dois matemáticos, um antropólogo e um criminologista. Os dados são obtidos pela polícia de Los Angeles, que pretende aplicar a tecnologia em breve.
A tecnologia já mostrou eficiência. Duas mulheres foram presas no último dia 12 de agosto em um estacionamento. Elas estavam arrombando veículos, uma delas em posse de drogas ilegais. No dia em que essas prisões foram efetuadas, o programa identificou a região como uma das de maior risco para roubos de carros.
Isso foi possível porque os policiais de Santa Cruz recebem, diariamente, uma lista com os 10 pontos de maior probabilidade de ocorrências. Eles conferem essas áreas sempre quando não estão atendendo a um chamado.
O nível de precisão do software será avaliado daqui a cinco meses, mas os indicadores iniciais são otimistas. Em comparação ao mês de julho de 2010, já houve uma redução de roubos em 27%, de acordo com Zach Friend, analista de crimes da polícia de Santa Cruz.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Apreensões de softwares piratas crescem 486% em julho, diz ABES

Em julho, foram efetuadas 396 operações de combate à pirataria de softwares de computador, que culminaram na apreensão de 651.5 mil cd's piratas. O número representa um crescimento recorde de 486% em relação ao mês anterior. Os números foram divulgados pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e pela ESA (Entertainment Software Association).
O maior número de apreensões se deu no estado de São Paulo, com 564,2 mil unidades de mídia capturadas nos centros de comércio popular. Paraná (57,6 mil, Rio de Janeiro (19,5) e Minas Gerais (10 mil) são os estados onde houve o maior número de apreensões.
No mesmo período do ano passado, foram apreendidos 97,9 mil cd's contendo softwares falsificados. Segundo as entidades, 579 anúncios destinados à venda de produtos ilegais e 13 sites com a mesma finalidade, foram retirados de circulação no último mês.
domingo, 19 de junho de 2011
Brechas em software industrial chinês podem facilitar ciberataque

Falhas em software de controle da Sunway foram encontradas por pesquisador dos EUA; sistemas são utilizados em indústrias de todo o mundo.
Duas vulnerabilidades encontradas em um sistema de controle industrial desenvolvido na China e usado mundialmente poderia permitir que fosse atacado remotamente por hackers, de acordo com o informativo emitido na quinta-feira (17/6) pela agência americana Industrial Control Systems Cyber Emergency Response Team (ICS-CERT).
As falhas foram encontradas em dois produtos da Sunway Force Control Technology, fornecedora de software tipo SCADA (supervisão de controle e aquisição de dados, na sigla em inglês) para indústrias de diversas áreas, como defesa, petroquímica, energia, água e manufatura, afirmou a agência.
Os produtos da Sunway são muito usados na China, mas também estão presentes nas Américas, na Ásia e na África. Entre os riscos possíveis estão ataques de negação de serviço ou a exploração remota do código nos servidores ForceControl 6.1 e pNetPower AngelServer. Ambas as vulnerabilidades foram encontradas por Dillon Beresford, que trabalha na empresa de testes de segurança NSS Labs.
A Sunway disponibilizou correções para as falhas em 20/5 e agradeceu Beresford por sua pesquisa. O ICS-CERT afirmou que não existem tentativas de ataque conhecidas, mas especialistas em segurança recomendam a atualização do sistema o mais rápido possível.
O ICS-CERT acrescentou que é improvável que alguém construa um código que explore esses dois problemas e que o hacker precisaria ter habilidades de nível “intermediário” para conseguir isso.
Softwares do tipo SCADA tem atraído a atenção de pesquisadores de segurança, já que não são feitas auditorias rigorosas de segurança apesar de gerenciar infraestruturas ou processos de fabricação críticos. Os sistemas SCADA estão cada vez mais conectados à Internet, o que aumenta a possibilidade de hackers realizarem um ciberataque.
Em 2010, pesquisadores descobriram um worm altamente sofisticado chamado Stuxnet que mais tarde foi encontrado no software de controle industrial da Siemens, o WinCC. Ao redor do mundo, acredita-se que o Stuxnet tenha sido criado para prejudicar o programa nuclear do Irã.
As falhas foram encontradas em dois produtos da Sunway Force Control Technology, fornecedora de software tipo SCADA (supervisão de controle e aquisição de dados, na sigla em inglês) para indústrias de diversas áreas, como defesa, petroquímica, energia, água e manufatura, afirmou a agência.
Os produtos da Sunway são muito usados na China, mas também estão presentes nas Américas, na Ásia e na África. Entre os riscos possíveis estão ataques de negação de serviço ou a exploração remota do código nos servidores ForceControl 6.1 e pNetPower AngelServer. Ambas as vulnerabilidades foram encontradas por Dillon Beresford, que trabalha na empresa de testes de segurança NSS Labs.
A Sunway disponibilizou correções para as falhas em 20/5 e agradeceu Beresford por sua pesquisa. O ICS-CERT afirmou que não existem tentativas de ataque conhecidas, mas especialistas em segurança recomendam a atualização do sistema o mais rápido possível.
O ICS-CERT acrescentou que é improvável que alguém construa um código que explore esses dois problemas e que o hacker precisaria ter habilidades de nível “intermediário” para conseguir isso.
Softwares do tipo SCADA tem atraído a atenção de pesquisadores de segurança, já que não são feitas auditorias rigorosas de segurança apesar de gerenciar infraestruturas ou processos de fabricação críticos. Os sistemas SCADA estão cada vez mais conectados à Internet, o que aumenta a possibilidade de hackers realizarem um ciberataque.
Em 2010, pesquisadores descobriram um worm altamente sofisticado chamado Stuxnet que mais tarde foi encontrado no software de controle industrial da Siemens, o WinCC. Ao redor do mundo, acredita-se que o Stuxnet tenha sido criado para prejudicar o programa nuclear do Irã.
domingo, 24 de abril de 2011
Taiwanês cria software que detecta infidelidade
Programa é capaz de monitorar e-mails e ligações telefônicas
O programador taiwanês Huang Kuo-Tai alega ter inventado um software bem curioso, capaz de identificar infidelidade entre casais via e-mail ou telefones. De acordo com um jornal local, o sistema é capaz de compreender frases específicas como “eu te amo”, “passe aqui para me pegar” e “não posso falar agora” que, segundo ele, podem representar uma traição. "O melhor do programa é a análise das chamadas e a detecção das que são suspeitas. Por exemplo, as que superam os 20 minutos disparam alerta", diz Huang.
Até o momento, o programa não pode processar as mensagens instantâneas das redes sociais, mas o desenvolvedor acredita que poderá fazê-lo em um futuro próximo. A primeira versão do “detector de infidelidade” será distribuída gratuitamente, mas Huang pensa em criar uma versão comercial de seu produto, com mais opções. Para funcionar, o computador deve estar conectado à rede telefônica para fazer o monitoramento.
(Com informações da EFE)
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