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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Playstation Phone será vendido no Brasil com sete jogos grátis

O celular Xperia Play, também conhecido como "Playstation Phone", vai ser vendido no Brasil com sete games de graça já gravados na memória do aparelho, segundo anunciou a Sony Ericsson em uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (10).
O smartphone com design voltado para games inspirado no console Playstation, da Sony, será vendido por R$ 1.899 desbloqueado. O preço poderá ser menor se o consumidor fizer compra conjunta de planos de fidelidade com as operadoras.
O aparelho ainda não tem data para chegar às lojas.
Os games que virão com o aparelho serão Bruce Lee Dragon Warrior, Asphalt 6, Sims 3, Star Battalion, Fifa 2010, Tetris e Crash Bandicoot. Além desses títulos gratuitos, os usuários poderão baixar mais de cem títulos na Android Market, a loja de aplicativos do sistema operacional de mesmo nome.
O Xperia Play usa a versão Gingerbread (2.3) do Android, mais recente atualização do sistema operacional do Google.
domingo, 31 de julho de 2011
Sony fabrica cinco unidades do PS3 em homenagem à Copa de 2014

A Sony anunciou que vai fabricar uma edição limitadíssima do console PlayStation 3 em homenagem à Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil. E será limitado mesmo: apenas cinco unidades.
Esses consoles receberão pintura à mão com o logotipo da Copa e a bandeira do Brasil. As peças não estarão à venda e serão entregues a lugares previamente escolhidos e que tenham relação com o futebol e atividades socio-educativas. São elas: a Escola Zico 10, a Fundação Cafu e a organização internacional Save The Children.
O videogame comemorativo será apresentado neste sábado (30) no Rio de Janeiro após a cerimônia do sorteio das eliminatórias da Copa.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Freddy Krueger é o mais novo jogador do Mortal Kombat

A Warner anunciou no último domingo (24.07), um personagem extra a sua sequência de games, Mortal Kombat. Trata-se de Freddy Krueger, o protagonista da série de filmes de terror A Hora do Pesadelo. A novidade deve chegar aos consoles do Xbox 360 e PS3 no próximo dia 09.08.
Para quem tiver interesse em jogar com Krueger, ele vai custar 400 points ou US$ 5 na rede da PlayStation Network (PSN). Outro personagem incomum no Mortal Kombat é Kratos, protagonista do game God of War.
sábado, 23 de julho de 2011
Sony anuncia chegada da PlayStation Network ao Brasil
A Sony Brasil anunciou nesta sexta-feira a chegada da PlayStation Network (PSN) – sua rede de compra e download de jogos – ao Brasil. Com isso, os usuários de PlayStation 3 que residem no país poderão adquirir e baixar jogos e demonstrações.
A loja virtual PlayStation Store já tem os títulos mais populares, com preços a partir de 13 reais. O clássico God of War Colection, por exemplo, custa 85 reais enquanto o famoso Assassins Creed 2 sai por 80 reais. Nas lojas físicas, tais jogos custam acima de 100 reais. O jogo Flower está a venda por 21 reais e o Castle Crashers custa 31 reais. A partir desta sexta-feira, já é possível encontrar mais de 200 conteúdos – como jogos e temas – e a tendência é que isso aumente: a primeira atualização será no dia 2 de agosto. Depois, as atualizações serão semanais.
A PSN também conta com games desenvolvidos por duas outras empresas: a japonesa Capcom – criadora de Street Fighter, Mega Man e Resident Evil – e a francesa Ubisoft. Glauco Rozner, gerente-geral de Playstation e Vaio, promete que a lista de parceiros deve crescer. "Pretendemos aumentar os benefícios e a diversão que o gammer brasileiro vai ter", afirma.
Por questões legais – como a classificação etária dos jogos – as novidades não serão lançados ao mesmo tempo que nos Estados Unidos. Mas a Sony Brasil garante que games serão disponibilizados o mais rápido possível. O braço nacional da empresa ambiciona também lançar títulos exclusivos para o país.
Usuários que já possuíam uma conta da PSN criada em outro país não poderão transferi-la ao Brasil. A equipe da Sony alega não poder fazer isso por questões técnicas. Todos os antigos avatares – personagens com que os gammers jogam – permanecerão na rede do país de origem.
O blog e site da PSN no Brasil já estão no ar com conteúdo inteiramente em português.
Pagamento – As compras podem ser feitas com cartões de crédito e os pagamentos são cobrados em reais. Por enquanto, os únicos cartões aceitos são das bandeiras Visa e Mastercard. Eles podem ter sido emitidos no Brasil mas necessitam de permissão para fazer transações internacionais.
Para aqueles que não têm acesso a esses cartões, a Sony pretende começar a vender cartões pré-pagos, que funcionarão de maneira semelhante a créditos de celular. Através deles, será possível fazer compras na PSN.
Games Gratuitos – Usuários que já possuíam uma conta brasileira desde antes da suspensão da PSN por conta de ataques crackers – na época essas contas não davam acesso a todas as funcionalidades – agora poderão baixar gratuitamente dois jogos de PS3, escolhidos de uma lista de cinco games: Dead Nation, inFAMOUS, LittleBigPlanet HD e WipEout HD + Fury. Também terão direito a dois jogos para Play Station Portable (PSP), escolhidos entre LittleBigPlanet PSP, ModNation Racers, Pursuit Force e Killzone Liberation.
Vinda ao Brasil – O PlayStation 2 começou a ser oficialmente vendido Brasil no final de 2009. O PlayStation 3 chegou quase um ano depois e custava, na época, cerca de 2.000 reais. Hoje, o preço caiu para 1.300 reais, mas a Sony só conseguirá manter esse valor se tiver sucesso nas vendas. O Gran Turismo 5, primeiro jogo que foi comercializado em português no Brasil, veio em novembro do ano passado.
A Sony, por questões estratégicas, não divulga a quantidade de consoles vendidos no país.
Sony Brasil – A Sony Brasil cresceu 65% e hoje é o oitavo maior braço da companhia japonesa. A empresa pretende ganhar mais participação de mercado em 2012, inclusive na classe C. Estará presente nas grandes varejistas, não só com produtos convencionais como câmeras de televisões, mas também com seu console.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Celular PlayStation chega ao Brasil até o final de 2011
A Sony Ericsson anunciou hoje, durante evento para a imprensa em São Paulo, a chegada do Xperia Play, o primeiro smartphone com certificado PlayStation do mundo. Segundo a empresa, o aparelho chegará às lojas no segundo semestre, mas ainda não tem preço definido.
Além da integração com o PlayStation, que inclui um teclado deslizante especial com comandos para jogos do console PlayStation, o Xperia Play roda o sistema operacional Android em sua versão 2.3, a mais recente liberada pelo Google para smartphones.
O aparelho possui tela sensível ao toque de 4 polegadas, processador SnapDragon de 1 GHz com chip de vídeo Adreno 205 dedicado. O produto já vem com sete jogos para PlayStation embarcados, além de permitir o download de outros por meio do Android Market.
Outros produtos da linha Xperia
A empresa também apresentou outros smartphones que devem chegar ao mercado ainda em 2011, que também não têm preço definido. Entre eles, o Xperia Neo, um smartphone com tela de 3,7 polegadas e vem com uma tecnologia que sincroniza fotos, músicas e agenda do Facebook com o celular. Além disso, o aparelho oferece câmera de 8.1 megapixels com flash LED.
As novas versões dos smartphones Xperia mini e mini pro também chegarão às lojas brasileiras até o final do ano. os dois oferecem processador Snapdragon de 1 GHz e tela de 3 polegadas resistente à riscos. A câmera disponível nos dois modelos tem resolução de 5.1 megapixels e ambos vem com cartão de memória de 2 GB.
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Além da integração com o PlayStation, que inclui um teclado deslizante especial com comandos para jogos do console PlayStation, o Xperia Play roda o sistema operacional Android em sua versão 2.3, a mais recente liberada pelo Google para smartphones.
O aparelho possui tela sensível ao toque de 4 polegadas, processador SnapDragon de 1 GHz com chip de vídeo Adreno 205 dedicado. O produto já vem com sete jogos para PlayStation embarcados, além de permitir o download de outros por meio do Android Market.
Outros produtos da linha Xperia
A empresa também apresentou outros smartphones que devem chegar ao mercado ainda em 2011, que também não têm preço definido. Entre eles, o Xperia Neo, um smartphone com tela de 3,7 polegadas e vem com uma tecnologia que sincroniza fotos, músicas e agenda do Facebook com o celular. Além disso, o aparelho oferece câmera de 8.1 megapixels com flash LED.
As novas versões dos smartphones Xperia mini e mini pro também chegarão às lojas brasileiras até o final do ano. os dois oferecem processador Snapdragon de 1 GHz e tela de 3 polegadas resistente à riscos. A câmera disponível nos dois modelos tem resolução de 5.1 megapixels e ambos vem com cartão de memória de 2 GB.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A PlayStation Network está voltando
Após um longo tempo sem os serviços da rede online de jogos do PlayStation, em decorrência a um ataque hacker, a Sony anunciou nesse último final de semana que o serviço está sendo restabelecido
Conforme a Sony, a maioria dos países já está com o sinal do jogo, e assim, podendo usufruir novamente dos jogos. Aqui no Brasil, os usuários confirmam que, uma parte das funções já está funcionando normalmente. O processo de restauração do serviço começou nas Américas, em seguida Europa, Austrália, Nova Zelândia e Oriente Médio. Os acessos aos jogos nos demais países serão restaurados no decorrer do tempo, conforme anunciados pela própria Sony.
A loja de jogos OS Store continua fora do ar, porém, acesso a serviços terceirizados como a visualização dos amigos, comparação de troféus, entre outros, já estão restabelecidos pela Sony. Até o final do mês, a empresa japonesa confirma a volta total do programa.
Kazuo Hirai, vice-presidente-executivo da Sony Corporation, comentou sobre o assunto: “Eu gostaria de expressar meu profundo pesar pelo inconveniente que este incidente causou a vocês e gostaria de agradecer a todos pela paciência que tiveram enquanto realizamos o processo de restauração.”
Para acessar os jogos online, uma atualização automática está disponível para os usuários, e o download é obrigatório. Antes de se conectar à PSN, o sistema solicita que seja criada uma nova senha, e assim, garantir a segurança.
Em decorrência ao longo tempo de espera, os usuários, quando souberam da volta ao acesso aos jogos online, congestionaram a rede de acesso, no entanto, este problema não deverá mais ocorrer.
A loja de jogos OS Store continua fora do ar, porém, acesso a serviços terceirizados como a visualização dos amigos, comparação de troféus, entre outros, já estão restabelecidos pela Sony. Até o final do mês, a empresa japonesa confirma a volta total do programa.
Kazuo Hirai, vice-presidente-executivo da Sony Corporation, comentou sobre o assunto: “Eu gostaria de expressar meu profundo pesar pelo inconveniente que este incidente causou a vocês e gostaria de agradecer a todos pela paciência que tiveram enquanto realizamos o processo de restauração.”
Para acessar os jogos online, uma atualização automática está disponível para os usuários, e o download é obrigatório. Antes de se conectar à PSN, o sistema solicita que seja criada uma nova senha, e assim, garantir a segurança.
Em decorrência ao longo tempo de espera, os usuários, quando souberam da volta ao acesso aos jogos online, congestionaram a rede de acesso, no entanto, este problema não deverá mais ocorrer.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Em meio à crise de vazamento de dados, Sony reduz preço do Playstation 3 no Brasil
Novo valor passa a valer nesta quinta-feira e segue por três meses
Em meados de abril, a Sony alertou seus clientes de que um hacker invadiu a rede de jogos e compras online PlayStation Network e obteve informações como nomes, endereços e senhas de alguns usuários – a rede conta com 77 milhões de usuários.
Além disso, nesta semana, a empresa confirmou que dados bancários de alguns usuários também foram roubados. Diante do vazamento de dados, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), órgão do Ministério da Justiça, solicitou à subsidiária brasileira da Sony informações sobre eventuais consumidores no Brasil que possam ter sido vítimas da invasão.
A anunciada redução de preço do Playstation, diz a empresa, é uma estratégia para que os consumidores possam comprar um produto oficial e “que não trará riscos ou surpresas em sua diversão”. A Sony informou ainda que a redução, que começa nesta quinta-feira (5), é de R$ 400 e vale por quase três meses.
A fabricante afirma que o produto pode ser encontrado com o preço novo nas lojas físicas SonyStyle, no site da empresa (www.sonystyle.com.br), além das redes varejistas, incluindo sites de compras. O produto possui garantia da Sony Brasil de um ano.
Sony acusa grupo "Anonymous" por invasão do Playstation online
O grupo foi o mesmo que atacou ano passado os sites do Mastecard e da Visa
- Quando a “Sony Online Entertainment” descobriu na tarde de domingo o roubo dos dados de seus servidores, também identificou que os hackers instalaram um arquivo nos mesmos servidores sob o título “Anonymous” e a frase “Nós somos a legião".
Segundo Kazuo Hirai, presidente do conselho de administração da Sony, não é o primeiro ataque.
- Há algumas semanas, várias empresas do grupo Sony foram alvo de um amplo ataque coordenado lançado pelo “Anonymous” para protestar contra as ações da companhia contra hackers.
O ataque utilizou uma avalanche de pedidos simultâneos para bloquear os serviços online da Sony.
“Anonymous” ficou conhecido por seus ataques aos sites das bandeiras Visa e MasterCard após a decisão das duas empresas de cartão de crédito de bloquear os pagamentos ao site WikiLeaks, que vazou informações confidenciais do governo americano.
Segundo Hirai, o “Anonymous” reivindicou o ataque contra os jogos online da Sony que foi revelado na segunda-feira passada.
O “Anonymous”, grupo que diz defender a liberdade de expressão na internet, prometeu retaliar a Sony após ações legais contra hackers que violaram os consoles PlayStation 3 para modificar seu sistema operacional.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Governo quer regulamentar posse e transmissão de dados pessoais
O governo federal organizou um debate para um anteprojeto de lei que busca regulamentar como as empresas armazenam e transferem dados de usuários. A discussão se torna atual na medida em que dados pessoais estão envolvidos em escândalos como o do vazamento da empresa de marketing Epsilon e da Playstation Network, da Sony. Mas legislar sobre a questão não é tão simples.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
“Nosso objetivo é regulamentar, não restringir”, afirma Juliana Pereira, diretora do departamento de proteção e defesa do consumidor, do Ministério da Justiça, que é responsável pelo projeto. Segundo ela, o projeto foi fundamentado em dois pilares: que o titular da informação (o cidadão) deve saber que sua informação será coletada e transmitida e que deve dar o consentimento, e que tal consentimento só é possível de for conhecida a finalidade do registro.
Dessa forma, o projeto busca esclarecer a forma que empresas devem informar o cidadão a respeito do registro, e dá ao cidadão ferramentas legais para que ele saiba o que está sendo armazenado e possa controlar como essa informação será usada. Seria uma extensão dos conceitos já existentes na Constituição Federal, que afirma o direito à privacidade, e no Código de Defesa do Consumidor, que controla a relação da informação da empresa com o consumidor.
“É muito comum no Brasil hoje as pessoas procurarem uma loja de varejo, por exemplo, e alguém falar assim ‘você pode preencher esse formulário, por favor? É para mandarmos ofertas para o senhor’, mas esses são dados pessoais e nesse formulário precisa estar escrito, exatamente, qual a finalidade dele”, explica Pereira. “Assim, é possível responsabilizar cada banco de dados sobre o uso da informação”.
Informação na “sociedade de consumo”
Para Juliana Pereira, regulamentar o armazenamento dos dados pessoais é importante porque a informação se tornou uma importante ferramenta de trabalho das empresas, que precisam criar perfis para descobrir como criar e vender seus produtos. “Não há ilegalidade nisso, é da natureza da sociedade de consumo, mas entendemos que é preciso regulamentar o uso dessa informação”.
“O cidadão não é apenas um indivíduo, ele é também um perfil”, explica.
'Casos específicos' e o valor da informação
Pereira não tinha uma resposta para quais seriam as obrigações da Sony caso o roubo de dados tivesse acontecido no Brasil. “É um roubo, é um caso específico, o projeto não entra nesse nível de detalhamento”, disse.
Esses casos específicos, segundo ela, iriam ser definidos por uma autoridade regulamentadora, que é previsto no projeto. Somente essa autoridade iria determinar a segurança e procedimentos do armazenamento do banco de dados.
O advogado especializado em tecnologia, Omar Kaminski, observa que já existe uma legislação penal para proteger os bancos de dados do governo federal, que é específica inclusive na forma como os servidores públicos interagem com o serviço: não podem divulgar dados sem justa causa ou alterar dados de forma incorreta ou que comprometa o serviço.
“A má utilização dos dados pessoais pode resultar em spam e até em crimes de falsa identidade e estelionato, para citar os mais comuns. Ter uma legislação preventiva e disciplinadora é desejável, porém podemos esbarrar na dificuldade de fiscalização do cumprimento, por exemplo”, afirma o advogado. “O ideal é prevenir da melhor forma para que situações como a da Sony não se repitam”, opina.
O advogado acredita que para muitas situações a legislação existente já é suficiente, e que é preciso discutir as questões de punição – cível ou penal. Para se chegar lá, é preciso descobrir qual a indenização – ou prisão – justa e eficaz. Essa discussão, no entanto, esbarra em algumas perguntas cujas respostas são difíceis de encontrar.
“Ainda não amadurecemos o suficiente em termos legais para quantificar o valor da informação”, alerta Kaminski.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
Dados são úteis para empresas, que buscam conhecer o perfil do consumidor
O debate ocorreu no site Cultura Digital desde o dia 30 de novembro de 2010 e agora, com as opiniões de internautas sobre os conceitos e artigos, será reexaminado para criar um novo projeto que, então, deverá ser encaminhado ao Congresso.“Nosso objetivo é regulamentar, não restringir”, afirma Juliana Pereira, diretora do departamento de proteção e defesa do consumidor, do Ministério da Justiça, que é responsável pelo projeto. Segundo ela, o projeto foi fundamentado em dois pilares: que o titular da informação (o cidadão) deve saber que sua informação será coletada e transmitida e que deve dar o consentimento, e que tal consentimento só é possível de for conhecida a finalidade do registro.
Dessa forma, o projeto busca esclarecer a forma que empresas devem informar o cidadão a respeito do registro, e dá ao cidadão ferramentas legais para que ele saiba o que está sendo armazenado e possa controlar como essa informação será usada. Seria uma extensão dos conceitos já existentes na Constituição Federal, que afirma o direito à privacidade, e no Código de Defesa do Consumidor, que controla a relação da informação da empresa com o consumidor.
“É muito comum no Brasil hoje as pessoas procurarem uma loja de varejo, por exemplo, e alguém falar assim ‘você pode preencher esse formulário, por favor? É para mandarmos ofertas para o senhor’, mas esses são dados pessoais e nesse formulário precisa estar escrito, exatamente, qual a finalidade dele”, explica Pereira. “Assim, é possível responsabilizar cada banco de dados sobre o uso da informação”.
Informação na “sociedade de consumo”
Para Juliana Pereira, regulamentar o armazenamento dos dados pessoais é importante porque a informação se tornou uma importante ferramenta de trabalho das empresas, que precisam criar perfis para descobrir como criar e vender seus produtos. “Não há ilegalidade nisso, é da natureza da sociedade de consumo, mas entendemos que é preciso regulamentar o uso dessa informação”.
“O cidadão não é apenas um indivíduo, ele é também um perfil”, explica.
Antes de preencher seus dados, cidadão deve conhecer a finalidade da informação
Outra preocupação do Ministério da Justiça é evitar que a informação armazenada não seja base para situações de discriminação, quando algo que se sabe sobre a pessoa altere a disponibilidade ou o fornecimento de algum produto ou serviço.'Casos específicos' e o valor da informação
Pereira não tinha uma resposta para quais seriam as obrigações da Sony caso o roubo de dados tivesse acontecido no Brasil. “É um roubo, é um caso específico, o projeto não entra nesse nível de detalhamento”, disse.
Esses casos específicos, segundo ela, iriam ser definidos por uma autoridade regulamentadora, que é previsto no projeto. Somente essa autoridade iria determinar a segurança e procedimentos do armazenamento do banco de dados.
Padrões de armazenamento e cuidado com a informação só serão definidos por uma
‘autoridade garantidora’
‘autoridade garantidora’
O advogado especializado em tecnologia, Omar Kaminski, observa que já existe uma legislação penal para proteger os bancos de dados do governo federal, que é específica inclusive na forma como os servidores públicos interagem com o serviço: não podem divulgar dados sem justa causa ou alterar dados de forma incorreta ou que comprometa o serviço.
“A má utilização dos dados pessoais pode resultar em spam e até em crimes de falsa identidade e estelionato, para citar os mais comuns. Ter uma legislação preventiva e disciplinadora é desejável, porém podemos esbarrar na dificuldade de fiscalização do cumprimento, por exemplo”, afirma o advogado. “O ideal é prevenir da melhor forma para que situações como a da Sony não se repitam”, opina.
O advogado acredita que para muitas situações a legislação existente já é suficiente, e que é preciso discutir as questões de punição – cível ou penal. Para se chegar lá, é preciso descobrir qual a indenização – ou prisão – justa e eficaz. Essa discussão, no entanto, esbarra em algumas perguntas cujas respostas são difíceis de encontrar.
“Ainda não amadurecemos o suficiente em termos legais para quantificar o valor da informação”, alerta Kaminski.
domingo, 1 de maio de 2011
Rede online do PlayStation volta ao ar nesta semana
A Sony informou neste domingo (1º) que a rede online do videogame PlayStation, usada pelos jogadores para disputar games online e baixar conteúdos como filmes e música, vai começar a ser restabelecida nesta semana. O sistema está fora do ar desde o último dia 20, em razão de um ataque virtual – informações pessoais dos usuários, como nome e endereço, foram obtidas por hackers.
De acordo com a empresa, a volta da PlayStation Network vai ser gradual, de acordo com a região, e vai começar pelos serviços que envolvem jogos, música e vídeos.
Quando a rede for estabelecida, os usuários terão obrigatoriamente de trocar a senha de acesso, em razão de os piratas virtuais terem obtido esses dados. A troca do código poderá ser feita apenas no PlayStation em que a conta foi ativada.
Kazuo Hirai, presidente-executivo da Sony, classificou as ações dos hackers como “ato criminoso”.
– Esses ataques ilegais obviamente mostram o crescimento dos problemas com segurança virtual. Nós levamos a segurança dos nossos clientes muito a sério e estamos comprometidos em ajudar as pessoas a proteger suas informações pessoais. Além disso, nossa empresa tem trabalhado contra o relógio para que o serviço seja restabelecido.
Na última quarta-feira (26), a Sony informou que uma “pessoa não autorizada” teve acesso a acesso a dados como nome, endereço (incluindo país, cidade, Estado e CEP) e e-mail de usuários da PlayStation Network.
A empresa disse ainda que “é possível” que dados do perfil do usuário, incluindo histórico de compras, endereço e o login e senha usados pela pessoa no sistema, tenham vazado.
– Apesar de não haver evidências de que dados de cartão de crédito foram obtidos, nós não podemos descartar essa possibilidade. Se você forneceu seu cartão de crédito por meio da PlayStation Network ou do Qriocity, como medida de cautela nós avisamos que seu número de cartão de crédito [excluindo o código de segurança] e a data de validade podem ter sido furtados.
Por isso, a empresa pediu que os usuários da rede sejam cuidadosos possíveis golpes que são realizados por e-mail, telefone e correio – essas informações confidenciais que vazaram podem ser usados por piratas virtuais para conseguir outros dados do internauta. A Sony diz que não vai entrar em contato com os usuários de nenhum modo, incluindo e-mail, para pedir o número de cartão de crédito ou outras informações pessoais.
De acordo com a empresa, a volta da PlayStation Network vai ser gradual, de acordo com a região, e vai começar pelos serviços que envolvem jogos, música e vídeos.
Quando a rede for estabelecida, os usuários terão obrigatoriamente de trocar a senha de acesso, em razão de os piratas virtuais terem obtido esses dados. A troca do código poderá ser feita apenas no PlayStation em que a conta foi ativada.
Kazuo Hirai, presidente-executivo da Sony, classificou as ações dos hackers como “ato criminoso”.
– Esses ataques ilegais obviamente mostram o crescimento dos problemas com segurança virtual. Nós levamos a segurança dos nossos clientes muito a sério e estamos comprometidos em ajudar as pessoas a proteger suas informações pessoais. Além disso, nossa empresa tem trabalhado contra o relógio para que o serviço seja restabelecido.
Na última quarta-feira (26), a Sony informou que uma “pessoa não autorizada” teve acesso a acesso a dados como nome, endereço (incluindo país, cidade, Estado e CEP) e e-mail de usuários da PlayStation Network.
A empresa disse ainda que “é possível” que dados do perfil do usuário, incluindo histórico de compras, endereço e o login e senha usados pela pessoa no sistema, tenham vazado.
– Apesar de não haver evidências de que dados de cartão de crédito foram obtidos, nós não podemos descartar essa possibilidade. Se você forneceu seu cartão de crédito por meio da PlayStation Network ou do Qriocity, como medida de cautela nós avisamos que seu número de cartão de crédito [excluindo o código de segurança] e a data de validade podem ter sido furtados.
Por isso, a empresa pediu que os usuários da rede sejam cuidadosos possíveis golpes que são realizados por e-mail, telefone e correio – essas informações confidenciais que vazaram podem ser usados por piratas virtuais para conseguir outros dados do internauta. A Sony diz que não vai entrar em contato com os usuários de nenhum modo, incluindo e-mail, para pedir o número de cartão de crédito ou outras informações pessoais.
sábado, 30 de abril de 2011
Congressistas americanos cobram Sony por vazamento de dados de usuários
Mais de 75 milhões de usuários foram afetados, mas parlamentares querem detalhes
A republicana Mary Bono Mack e o democrata George Kenneth Butterfield enviaram uma carta dirigida a Kazuo Hirai, à frente da divisão de videogames da companhia japonesa, cobrando informações sobre o caso.
Na quarta-feira, a Sony indicou que informações pessoais de seus 77 milhões de usuários da rede PlayStation Network, incluindo números de cartões de crédito, podem ter caído nas mãos de hackers após um ataque virtual, pelo que recomendou que as pessoas vigiem seus extratos bancários. Os dois congressistas pediram que a Sony detalhe quando teve ciência da falha em seu sistema de segurança, por que esperou dias para avisar seus clientes e quais medidas estão sendo tomadas para impedir um novo ataque de hackers de agora em adiante.
A Sony, por sua vez, afirmou nesta sexta-feira que os dados bancários dos usuários de sua plataforma de videogames estão codificados, insistindo que, ao menos por enquanto, não há provas de que tenham sido roubados. A empresa também reconheceu que outras informações pessoais, como nomes, e-mails e contra-senhas, não estavam codificadas.
O ataque também afetou o serviço Qriocity, lançado em 2010 e que permite baixar e reproduzir filmes e músicas através de modelos do televisor Bravia, do reprodutor de Blu-ray e do home theater fabricados pela Sony. A companhia assinalou que trabalha em cooperação com as autoridades judiciais para encontrar os responsáveis pelo ataque à rede online do PlayStation, que tem usuários em cerca de 60 países, e ao Qriocity.
As plataformas ficaram fora do ar na semana passada após a empresa descobrir o ataque, ocorrido entre 17 e 19 de abril. A empresa espera restabelecer o PSN e o Qriocity em aproximadamente uma semana, assim que tiver certeza da segurança de ambos.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Dados de usuários da PSN já estariam sendo vendidos em fóruns
Ao admitir que uma falha de segurança deu acesso à base de dados de usuários da PSN, a Sony assustou seus clientes. Eles ficaram repreensivos com a possibilidade de terem suas informações roubadas. Para tentar acalmá-los, a Sony assegurou que mesmo que hackers tivessem acesso às informações, elas não eram armazenadas como texto e sim criptografadas.
Mas os dados não parecem estar tão seguros assim. De acordo com analistas de segurança de TrendMicro, em entrevista ao jornal The New York Times, já existem hackers que estão comercializando os dados roubados em fóruns escondidos e anônimos. Esses dados incluem não só nome e endereço como também o login, senha e número de cartão de crédito de mais de 2,2 milhões dos usuários da rede ao redor do mundo.
O preço também foi discutido nos fóruns. A base de dados estaria sendo vendida por mais de 100 mil dólares. Um dos hackers envolvidos supostamente teria enviado uma proposta de venda dos dados de volta para a Sony, mas não teria recebido resposta.
Como nenhum dos pesquisadores conseguiu averiguar a base de dados para descobrir se eles eram verdadeiros ou se os hackers estavam blefando, isso é só um rumor. Mas um deles afirma que pelo conhecimento que eles parecem ter envolvendo os servidores que foram comprometidos, é bem provável que sejam legítimos. A Sony, obviamente, nega que os dados estão desprotegidos.
Mas os dados não parecem estar tão seguros assim. De acordo com analistas de segurança de TrendMicro, em entrevista ao jornal The New York Times, já existem hackers que estão comercializando os dados roubados em fóruns escondidos e anônimos. Esses dados incluem não só nome e endereço como também o login, senha e número de cartão de crédito de mais de 2,2 milhões dos usuários da rede ao redor do mundo.
O preço também foi discutido nos fóruns. A base de dados estaria sendo vendida por mais de 100 mil dólares. Um dos hackers envolvidos supostamente teria enviado uma proposta de venda dos dados de volta para a Sony, mas não teria recebido resposta.
Como nenhum dos pesquisadores conseguiu averiguar a base de dados para descobrir se eles eram verdadeiros ou se os hackers estavam blefando, isso é só um rumor. Mas um deles afirma que pelo conhecimento que eles parecem ter envolvendo os servidores que foram comprometidos, é bem provável que sejam legítimos. A Sony, obviamente, nega que os dados estão desprotegidos.
Sony deve enfrentar onda mundial de processos na Justiça por problemas no PlayStation
Dados de usuários da rede online do videogame foram obtidos por hackers
A Sony desativou a rede em 19 de abril, depois de descobrir a invasão, uma das maiores da história. Mas foi apenas na terça-feira (26) que a empresa informou que o sistema havia sido invadido e que dados dos usuários podiam ter sido roubados.
Nos Estados Unidos, diversos legisladores falaram sobre a invasão – hackers roubaram nomes, endereços e, possivelmente, detalhes de cartões de crédito de 77 milhões de usuários. PlayStation Network oferece acesso online a jogos, filmes e programas de TV. Cerca de 90% dos usuários afirmam que estão nos Estados Unidos ou na Europa.
Um escritório de advocacia da Califórnia abriu processo em nome dos consumidores.
Michael Wang, administrador de fundos internacionais da Prudential Financials, em Taipei, que tem ações da Sony, diz que "os jogadores estão furiosos pelo fato de o presidente-executivo não ter explicado a situação e os investidores estão decepcionados com a governança corporativa da empresa".
Larry Ponemon, fundador e presidente do Ponemon Institute, disse que o roubo poderia custar mais de R$ 2,3 bilhões à Sony, equivalente a uma média de quase R$ 32 para cada um dos 77 milhões de usuários que tiveram dados comprometidos. A Ponemon se especializa em proteger informações armazenadas em redes de computadores.
Analistas disseram que pessoas que planejam comprar um console podem optar pelo Xbox 360, da Microsoft, que conta com uma popular rede online. Rich Chiang, usuário do PlayStation, se disse "indignado" por suas informações pessoais terem vazado.
Especialistas em segurança dizem que a Sony terá de levar em conta a perda de negócios e também os danos a sua marca quando for fazer a conta do custo do incidente. Outras despesas relacionadas incluiriam a notificação dos clientes quanto ao ataque e a contratação de especialistas para reparar a rede.
A Sony afirmou que a demora em notificar o público foi necessária para a realização de uma investigação, mas o caso está rapidamente se tornando um pesadelo de relações públicas semelhante ao da resposta demorada da Toyota Motor relacionada a um recall gigantesco de veículos no ano passado, o que alimenta as críticas à falta de transparência das grandes empresas japonesas.
Nem Howard Stringer, o presidente-executivo da Sony, e nem Kazuo Hirai, que foi indicado como segundo em comando da empresa no mês passado depois de comandar a criação dos serviços de rede da companhia, comentaram o assunto publicamente.
A Sony vem lutando há anos para combater as atividades dos hackers. No começo do mês, o site PlayStation Lifestyle informou que um grupo chamado Anonymous havia conduzido ataques contra páginas e serviços online da Sony, como vingança contra os esforços da empresa para reprimir os hackers.
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