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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Voluntários concluem viagem simulada para Marte após 520 dias




Seis voluntários que participaram de uma experiência inédita voltarão a ver o mundo exterior na sexta-feira, depois de um ano e meio de isolamento em uma cápsula construída em Moscou para pesquisar o efeito de uma viagem ao planeta Marte para o organismo dos seres humanos.

Os seis homens, que passaram 520 dias em uma cápsula em um estacionamento do Instituto de Moscou, abrirão às 8h (horário de Brasília) de sexta-feira a comporta do módulo que havia sido lacrada no dia 3 de junho de 2010, e serão levados para ser submetidos a uma bateria de exames médicos.

A equipe integrada apenas por homens é formada por três russos (dois médicos e um engenheiro), um astronauta chinês em treinamento e dois engenheiros enviados pela Agência Espacial Europeia (ESA), um francês e um ítalo-colombiano.

O experimento simulou um "lançamento" em junho do ano passado e o "pouso" em Marte em fevereiro. Os voluntários realizaram "caminhadas espaciais" com o traje completo em um espaço preparado com areia antes de deixar o planeta vermelho e "voar" de volta para a Terra.

"Penso que estão em um período de alta expectativa. Eu diria que os rapazes estão com muito bom humor. Sabem que realizaram algo realmente grande", disse na terça-feira Mark Belakovsky, vice-diretor do programa.

"Passar 520 dias com pessoas de diferentes grupos, diferentes nacionalidades e mentalidades não é nada fácil. Eles se comportaram de forma notável", declarou Belakovsky. O projeto chegou a ser ridicularizado, já que a experiência não saiu do solo, sem a ausência de gravidade, como em um voo real. Mas os organizadores seguiram estritamente as regras de um voo real, inclusive com os 20 minutos de atraso nas comunicações.

As agências espaciais que se associaram ao projeto Marte 500 disseram que a experiência desempenhou um papel fundamental ao provar que pessoas são capazes de enfrentar a solidão e a frustração de uma longa viagem para Marte e retornar.

"Efetivamente, a tripulação pode sobreviver ao isolamento inevitável para uma missão a Marte e retornar", disse Patric Sundblad, cientista da ESA no site da entidade. "Do ponto de vista psicológico, podemos fazê-lo", acrescentou.

Os voluntários, vestidos com uniformes azuis, passaram todo o tempo, exceto na "aterrissagem" a Marte, em um complexo hermeticamente fechado de quartos minúsculos, acompanhando ordens dos líderes do projeto e se alimentando das reservas especialmente planejadas. Nos últimos dias do experimento, os voluntários estiveram simulando a "trajetória em espiral em direção ao campo de gravidade terrestre", explicou o site oficial do experimento.

Os seis cientistas permanecerão em quarentena até o dia 8 de novembro, disse Belakovsky, já que especialistas expressaram preocupações sobre sua eventual vulnerabilidade a doenças de inverno, embora testes indiquem que se encontram em bom estado de saúde.

Na mudança mais evidente desde o "lançamento" em direção a Marte, no ano passado, o comandante da equipe, o engenheiro russo Alexeo Sityov, passou a exibir uma enorme barba, como foi visto em um vídeo divulgado pelos organizadores. "Não acredito que seja difícil para eles se adaptar à vida normal, porque os psicólogos trabalharam muito intensamente com eles. Acredito que a adaptação será fácil", disse Belakovsky. A Rússia e a ESA consideram que uma viagem tripulada a Marte pode tornar-se realidade no ano 2040.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Diretor da Nasa visita Brasil e assina acordo de pesquisa climática




O diretor da Nasa, o astronauta Charles Bolden, visita nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). O diretor da agência espacial americana veio assinar um acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação), uma iniciativa para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites.

O acordo abrirá várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados relevantes para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas. Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.

Além do acordo sobre o GPM, será assinado outro termo de cooperação, sobre Ozônio, visando o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra. Ambos os acordos serão ratificados pela Nasa e Agência Espacial Brasileira (AEB).

Também será abordada a proposta do Inpe para o desenvolvimento em cooperação com o JPL (Jet Propulsion Lab), da NASA, de um satélite inovador de alta resolução espectral para estudo das propriedades biogeoquímicas da cobertura do solo, algo essencial na avaliação do impacto nos ecossistemas da ação do homem, das queimadas e dos desmatamentos. A pauta da reunião inclui, ainda, possíveis parcerias nas áreas de clima espacial, rastreio de satélites e testes ambientais de equipamentos espaciais.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sonda descobre a existência de camada de ozônio em Vênus



A sonda Venus Express da agência espacial europeia (ESA) descobriu a existência de uma camada de ozônio no planeta Vênus. A comparação de suas propriedades com as camadas de ozônio da Terra e de Marte vão ajudar os astrônomos nas pesquisas sobre vida em outros planetasA descoberta aconteceu quando a sonda permitiu a observação de estrelas através da atmosfera de Vênus, segundo comunicado da ESA. O ozônio pôde ser detectado porque absorveu parte dos raios ultravioletas procedentes de algumas dessas estrelas observadas.

Um dos cientistas responsáveis pela missão declarou que o achado permite entender a química de Vênus e além disso pode servir na busca de vida em outros planetas.

O ozônio contém três átomos de oxigênio e o do planeta estudado se forma quando a luz do sol rompe as moléculas de dióxido de carbono da atmosfera e permite a liberação de átomos de oxigênio. O elemento já tinha sido encontrado antes na Terra e em Marte.

Em nosso planeta, sua importância é fundamental para a vida porque absorve grande parte dos raios ultravioletas do sol.

Os cientistas consideram que isso permitiu que a vida surgisse na Terra, onde o oxigênio começou a se formar há aproximadamente 2.400 bilhões de anos, ressaltou a ESA.

Sexo no espaço é impossível, diz grupo de cientistas



Viajar pelo espaço, arriscando sua vida em prol da ciência e do conhecimento é uma missão e tanto. Mas a vida do astronauta não é fácil. Além dos inúmeros perigos, existem outras coisas que não facilitam sua permanência além da estratosfera: uma delas é a questão sexual.

Para pesquisadores da Universidade de Medicina de Massachusetts, o sexo é uma prática impossível em ambientes com pouca gravidade. Não é brincadeira não. Talvez essa seja a grande barreira existente para o desenvolvimento de viagens interestelares de grandes distâncias.

Imaginem a famosa possibilidade de que a raça humana seja obrigada a abandonar a Terra e rumar para um planeta cujo ambiente permita sua permanência. Se levarmos em consideração que uma viagem até a estrela mais próxima demoraria alguns séculos, percebemos que a humanidade teria de se reproduzir durante a viagem.

A bióloga Athena Andreadis, membro do grupo de pesquisa, diz: “Sexo é muito difícil em gravidade zero, aparentemente, porque você não tem tração. Pense nisso: você não tem atrito, você não tem nenhuma resistência”.

A microgravidade pode ter efeitos negativos sobre o corpo humano ao longo do tempo: o enfraquecimento da visão, do tecido muscular, além da diminuição da estrutura óssea e do volume de sangue.

Outro problema envolve a procriação espacial. Caso uma mulher engravide durante esta hipotética viagem espacial, o parto seria extremamente doloroso. A gravidade e o peso do bebê ajudam o processo. Em ambientes sem gravidade defeitos congênitos poderiam surgir.

A saída encontrada e recomendada pelo grupo de cientistas é criar ambientes que simulem a gravidade da Terra. Para eles essa seria a única forma de sobrevivermos no espaço. Parece óbvio, não?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Supertelescópio enxerga colisão de galáxias




O mais complexo observatório astronômico terrestre já construído foi oficialmente inaugurado- e já revelou sua primeira imagem: detalhes impressionantes da colisão das galáxias Antennae.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), é um telescópio ainda em construção no Chile que, em 2013, terá 66 antenas ao longo de 16 km funcionando como um único equipamento. Atualmente, 1/3 delas já observa o universo com comprimentos de onda mil vezes maiores do que a luz visível.

Essas ondas longas permitem enxergar objetos extremamente frios e distantes no espaço.

A qualidade da imagem deve melhorar consideravelmente quando o ALMA estiver pronto, mas seu supercomputador capaz de fazer 17 quadrilhões de operações por segundo já revelou a primeira imagem, com detalhes que não podem ser vistos em luz visível ou infravermelho.

As Antennae são um par de galáxias em colisão com formatos distorcidos. O ALMA revela as nuvens de denso gás frio em seu interior que formam novas estrelas. É a melhor imagem do tipo já feita das Antennae.

Durante seus primeiros nove meses de funcionamento, o ALMA será usado apenas para uma centena de projetos – do total de 900 submetidos por pesquisadores de todo o mundo. Conforme for concluído, o telescópio, uma parceria entre Europa, América do Norte e Leste da Ásia, deve ajudar amis pesquisadores a desvendar os mistérios do espaço.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Missão da Nasa se prepara para estudar gravidade da Lua




 A Nasa deve lançar nesta quinta-feira (8) uma nova missão à Lua, a Grail, com a missão de medir o campo gravitacional do satélite natural.

A agência espacial estabeleceu um período de 42 dias para o lançamento da missão, embora seus diretores esperem que possa sair desde Cabo Canaveral (Flórida) na primeira oportunidade, prevista para as 9h37 desta quinta-feira (horário de Brasília).

A missão é composta por duas sondas que proporcionarão imagens em raios X da crosta e do núcleo da Lua, com as quais a Nasa espera conhecer mais sobre a estrutura sob a superfície e sua composição.

Entre outras utilidades, as medidas que serão tomadas pela Grail ajudarão a entender melhor a relação entre a Terra e seu satélite natural, segundo explicou recentemente o diretor da Divisão de Ciências Planetárias do quartel-general da Nasa em Washington, Jim Green.

A missão também ajudará a agência espacial americana a ter mais conhecimento sobre o satélite e aprimorar suas estimativas no caso de voltar a enviar homens à Lua novamente.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Novas imagens desmentem teorias que dizem que o homem nunca pisou na Lua






 É possível ver as pegadas dos astronautas e o rastro deixado pelo veículo lunar. No vácuo do espaço, o equipamento deixado lá está intacto até hoje.

Com a vitória na corrida espacial, a Nasa abandonou a missão Apollo, e desde 1972 nunca mais voltou à Lua.

A agência espacial americana cortou o seu programa de ônibus espaciais, mas afirma que agora quer voltar ao solo lunar. Muitos duvidam, no entanto, que o governo americano tenha dinheiro e vontade para concretizar o projeto.

Por ora, as imagens servem pelo menos para dispersar teorias que dizem que o homem nunca chegou à Lua e que as imagens famosas de 1969 foram filmadas em um estúdio em Hollywood.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Nível de lixo espacial orbitando a Terra chegou ao limite, diz estudo





Um relatório feito pelo Conselho Nacional de Pesquisa afirma que o número de jatos propulsores, satélites antigos e nuvens de fragmentos minúsculos em volta do planeta pode causar vazamentos letais em espaçonaves ou destruir satélites valiosos.
O texto pede novas regulamentações internacionais para limitar o lixo espacial e mais pesquisas sobre o possível uso de grandes redes metálicas ou "guarda-chuvas" gigantes no espaço.
Alguns modelos, segundo um comunicado divulgado pela entidade, mostram que a quantidade de detritos em órbita são suficientes para "colidir continuamente e criar ainda mais detritos, aumentando o risco de falhas em espaçonaves".

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cientistas estão mais perto de descobrir vida em Marte





O homem está mais perto de descobrir se existiu ou se ainda existe vida em Marte graças à nova geração de instrumentos de alta tecnologia, informou nesta terça-feira um painel de especialistas na reunião anual da Sociedade de Química dos Estados Unidos, realizado em Denver.

"Se há (ou houve) vida lá fora, as ferramentas de alta tecnologia especializadas em química a encontrarão", afirmou Jeffrey Bada, da Universidade da Califórnia, em San Diego, organizador de um simpósio de dois dias dedicado ao planeta vermelho.

"Temos os instrumentos agora ou estão no processo de desenvolvimento e redefinição. O desafio é montá-los nas próximas naves espaciais, sabendo que tipo de elementos estudar e onde olhar exatamente", declarou.

O especialista é um firme defensor de atrasar as missões tripuladas a Marte até que as missões robóticas já enviadas consigam informação suficiente para que os astronautas possam aterrissar na área menos inóspita.

Neste sentido, Bada expressou sua preocupação com os cortes de orçamento na Nasa (agência especial americana) nos últimos anos, que podem pôr em perigo as missões não tripuladas e as pesquisas necessárias.

A Nasa definiu 2030 como data preliminar para enviar a primeira missão tripulada a Marte, no entanto é apenas uma declaração de intenções do presidente Barack Obama, uma vez que não há um plano sobre a mesa.

A próxima missão não tripulada da Nasa a Marte será a sonda "Curiosity", que partirá em agosto de 2012 rumo a Gale, uma cratera de 154 quilômetros de diâmetro em cujo interior se eleva uma grande montanha, ao pé da qual o robô pousará na busca de vida.

A Nasa, junto com a Agência Espacial Europeia (ESA), prevê também lançar em 2016 a missão Exomars, que levará cinco instrumentos para estudar os gases da atmosfera marciana, na busca por evidências biológicas ou geológicas de vida.

"Os instrumentos dessa missão atmosférica têm uma sensibilidade mil vezes maior que qualquer outro instrumento" que tenha viajado para Marte ou faça parte de uma missão marciana, considerou o professor Mark Allen, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

Segundo Bada, um desses instrumentos pode detectar partículas orgânicas de nitrogênio, um componente essencial para a vida na Terra; e os cientistas estão convencidos que se há vida em Marte um de seus componentes será nitrogênio.

Bada explicou que também buscarão sinais de vida debaixo da superfície marciana, já que os raios cósmicos e os ultravioleta aos quais esteve submetido podem ter destruído a matéria orgânica, motivo pelo qual talvez os possíveis rastros de vida poderiam estar ocultos no interior do planeta.

Por enquanto sobre o planeta vermelho opera o robô explorador Opportunity, que chegou no início do mês à cratera Endeavour após uma viagem de quase três anos e os cientistas esperam que novas informações facilitem outras descobertas.

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